Trazer o agronegócio para o mercado de capitais. Esse foi o encaminhamento de uma reunião realizada, ontem, 25 de janeiro, em Brasília (DF), entre o Instituto Pensar Agro (IPA), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Bolsa B3.

De acordo com Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, que esteve presente no encontro, os primeiros convênios deverão ser assinados nos próximos meses.

“Nós, como IPA, e o Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA) firmaremos acordos de cooperação com a CVM, provavelmente em março, com foco educacional nos produtores rurais, seus filhos e netos, para levar conhecimento sobre o mercado de capitais de um jeito mais lúdico, descomplicado”, revela.

Ele anota que o objetivo é atrair a atual e as futuras gerações do setor para um mercado potencial, que pode contribuir substancialmente com crédito aos atores do agronegócio brasileiro.

“Ao ano, a agropecuária precisa de cerca de R$ 1 trilhão e o mercado de capitais tem espaço para suprir aproximadamente R$ 600 bilhões, ampliando as opções de financiamento aos produtores rurais”, analisa.

Em nota, o presidente da CVM, João Pedro Nascimento, comenta que a Comissão tem apontado que o lugar do agronegócio é no mercado de capitais.

“Com esses dois convênios, esperamos desenvolver ainda mais as cadeias do setor no investimento e permitir, por meio de ações de capacitação e disseminação de conhecimento, que mais investidores e empreendedores entendam o potencial do ramo”, diz.

Ainda na reunião, o diretor-geral do Cecafé falou sobre o programa “Produtor Informado”, desenvolvido pelo Conselho em parceria com a Microsoft e a GCP Brasil, que, por meio de e-learning, possibilita a capacitação dos atores da cadeia produtiva do café.

“Houve muito interesse no uso de nosso programa de capacitação para a propagação de conteúdos que a B3 e a CVM prepararão para produtores, cooperativas, indústrias e exportadores. Todo fluxo de comércio pode se beneficiar com o mercado de capitais, são trilhões de reais disponíveis, mas o setor ainda não tem conhecimento. E essa parceria vem exatamente ao encontro da potencialização e da disseminação desse entendimento”, conclui Matos.