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Após queda de mais de 2% na semana, cotações do arábica se aproximam US$ 1,15/lb

por Notícias Agrícolas

Na última sexta-feira (11), as cotações do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam praticamente estáveis pela segunda sessão consecutiva. No entanto, desta vez, do lado azul da tabela. Ainda assim, os vencimentos mais próximos permanecem abaixo do patamar de US$ 1,20 por libra-peso e se aproximam de US$ 1,15/lb. Em uma semana, o contrato mais negociado, dezembro/15, teve recuo de 2,18%.

No Brasil, as praças de comercialização fecharam a semana com preços praticamente estáveis, a alta do dólar ajuda a sustentar os preços no mercado interno. Mas os negócios continuam escassos.

No terminal norte-americano, os lotes com vencimento para dezembro/15 encerraram o dia com 116,55 cents/lb e alta de 15 pontos. O março/16 teve 120,00 cents/lb e o maio/16 registrou 122,30 cents/lb, ambos com 10 pontos de avanço. Já o contrato julho/16, mais distante, fechou a sessão com 124,40 cents/lb também com 10 pontos de valorização.

Durante esta semana, os futuros no terminal internacional foram pressionados, fundamentalmente, pelo avanço do dólar ante o real. O que acaba aumentando a competitividade das exportações brasileiras, a valorização da moeda norte-americana frente ao real significa mais reais por saca.

O rebaixamento do Brasil para o grau especulativo pela Standard & Poor’s na quarta-feira ainda repercute bastante entre os investidores e faz com que a moeda brasileira recue ainda mais ante a norte-americana. O dólar chegou a R$ 3,90 nesta sexta-feira.

No aspecto fundamental, as chuvas recentes e a previsão de permanência de tempo fechado nos próximos dias, o que poderia beneficiar a florada da próxima safra (2016), também acaba pesando sobre o mercado.

Mapas climáticos da Somar Meteorologia apontam que até sábado chuvas fortes devem atingir a faixa que vai do norte do Paraná ao sul de Minas Gerais.

Em uma previsão mais estendida, a Climatempo acredita que ao longo dos próximos sete dias algumas áreas do Sul de Minas Gerais devem receber até 150 mm de chuva.

Apesar destas informações que movimentaram o mercado na semana, os agentes preferiram adotar uma postura mais cautelosa nesta sexta-feira. De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, a semana termina ‘vagarosa’. “Dentro deste cenário de incertezas, os operadores preferiram não assumir ainda mais riscos e assim, um ar de melancolia acabou tomando conta de tudo e todos”, afirma.

Vale lembrar que muitas companhias estão revisando para baixo suas estimativas para a safra do Brasil nesta temporada, algumas já estimam déficit global para 2016. Em 26 de agosto, por exemplo, a Volcafe mudou sua previsão para a safra 2015/16 de um excedente para um déficit global de 3,5 milhões de sacas de 60 kg.

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