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As cotações do café continuaram pautadas pela forte volatilidade do dólar frente ao real

por Escritório Carvalhaes:

As cotações do café continuaram pautadas pela forte volatilidade do dólar frente ao real com a séria crise política e econômica brasileira.

O recuo do valor do dólar, na última semana, frente ao real e o sentimento de estarmos dentro de um delicado equilíbrio entre produção e consumo mundial, com um saudável e claro crescimento no consumo global, levaram a uma reação nas cotações do café em Nova Iorque. Os contratos com vencimento em dezembro próximo na ICE Futures US acumularam alta de 730 pontos na semana.

Com todas as dificuldades climáticas, financeiras e políticas que está enfrentando, o Brasil mostrou mais uma vez sua capacidade para liderar as exportações e o abastecimento do mercado internacional de café. Exportamos no último mês de setembro 3, 078 milhões de sacas de 60 kg de café. Chama a atenção o fato das vendas externas de cafés diferenciados, de melhor qualidade, já superarem 25% do volume total embarcado pelo país. Foram 6,7 milhões de sacas neste ano, até setembro. Os cafés diferenciados conseguem um bom ágio em relação ao padrão comum exportado tradicionalmente pelo país.

Os esforços dos técnicos, agrônomos e cafeicultores brasileiros em aliar produtividade e qualidade mudaram, nos últimos 25 anos, a imagem do café brasileiro. Nossos cafés ganham participação maior a cada ano nos mercados de café “gourmet”, deslocando concorrentes e conquistando novos consumidores em países que começam a se tornar clientes importantes.

84,2 % do café exportado pelo Brasil em 2015 foram embarcados no Porto de Santos.

A broca do café continua provocando sérios prejuízos para a cafeicultura brasileira. Considerado uma das principais pragas da cafeicultura brasileira, o inseto ataca o grão no período de maturação. O produto que era utilizado no combate da praga foi banido pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2013, por deixar resíduos no grão. O problema é que os novos defensivos disponíveis no mercado não apresentam a mesma eficiência e ainda aumentam o custo de produção por hectare (fonte: Canal Rural).

O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de setembro foram embarcadas 3.078.667 sacas de 60 kg de café aproximadamente 2,6 % (89.966 sacas) a mais que no mesmo mês de 2014 e 6,8 % (197.499 sacas) a mais que no último mês de agosto. Foram 2.492.168 sacas de café arábica e 332.974 sacas de café conillon, totalizando 2.825.142 sacas de café verde, que somadas a 251.476 sacas de solúvel e 2.049 sacas de torrado, totalizaram 3.078.667 sacas de café embarcadas.

Até o dia 8 os embarques de outubro estavam em 390.595 sacas de café arábica, 30.653 sacas de café conillon, mais 54.420 sacas de café solúvel, totalizando 475.668 sacas embarcadas, contra 444.054 sacas no mesmo dia de setembro. Até o dia 8, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em outubro totalizavam 900.349 sacas, contra 818.199 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 2, sexta-feira, até o fechamento de sexta-feira, dia 9, subiu nos contratos para entrega em dezembro próximo, 730 pontos ou US$ 9,66 (R$ 36,23) por saca. Em reais, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam no dia 2 a R$ 648,32 por saca, e dia 9, a R$ 652,98 por saca.

Na última sexta-feira, nos contratos para entrega em outubro a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 315 pontos.

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