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Boletim Carvalhaes

por Carvalhaes:

A crescente preocupação com o resultado da eleição presidencial brasileira em outubro próximo e o aumento da aversão ao risco no mercado internacional ampliaram a desvalorização do real frente ao dólar na semana passada.

Em plena entrada no mercado da safra recorde de café do Brasil, maior produtor e exportador do mundo, os operadores em Nova Iorque aproveitaram essa forte desvalorização de nossa moeda, conjugada aos últimos dias de rolagem para dezembro dos contratos de café com vencimento em setembro próximo na ICE Futures US, para pressionar ainda mais as cotações.

Já na segunda-feira os contratos para setembro caíram para baixo do patamar de um dólar por libra peso, chegando até US$ 0,9640 no fechamento de anteontem, quarta feira. Nesse mesmo dia, os com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1, 0090!

Com o término da rolagem, essas cotações recuperaram ontem e, principalmente hoje, as bases do início da semana. O vencimento setembro de 2018 encerrou hoje a sessão com alta de 335 pontos, cotado a US$ 1,0055 e o dezembro de 2018, com avanço de 335 pontos, registrou US$ 1,0485 mesmo valor da última sexta-feira.

O café está vivendo seu melhor momento, com imagem positiva e o consumo em alta, sua qualidade cresce ano após ano conquistando novos mercados e jovens consumidores. Atrás de hábitos de consumo saudáveis, eles se encantam com as novas preparações e variedades servidas em charmosas cafeterias.

Com as cotações em Nova Iorque batendo no valor mínimo em doze anos, chegando abaixo de um dólar por libra peso no decorrer desta semana, os cafeicultores em todo o mundo, responsáveis pela matéria prima deste negócio bilionário e em ascensão, foram colocados para fora da festa que se tornou o consumo de café.

Arcam com os maiores riscos, mas frente a um mercado comprador a cada dia mais concentrado, capitalizado e com acesso a financiamento internacional, são obrigados a aceitar preços que não renumeram dignamente seu trabalho, investimentos e riscos.

O mercado físico brasileiro de café foi bastante pressionado esta semana e teve um volume pequeno de negócios fechados para um início de ano-safra. Na sexta-feira, com a alta na ICE, as ofertas melhoraram ligeiramente e o mercado apresentou-se mais ativo.

Até dia 23, os embarques de agosto estavam em 1.443.641 sacas de café arábica, 336.591 sacas de café conillon, mais 157.885 sacas de café solúvel, totalizando 1.938.117 sacas embarcadas, contra 1.481.398 sacas no mesmo dia de julho. Até o mesmo dia 23, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em agosto totalizavam 2.538.016 sacas, contra 1.830.662 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 17 sexta-feira, até o fechamento de sexta-feira, dia 24, oscilou bastante, mas fechou na mesma base de sexta-feira da outra semana. Em reais, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam no dia 17 a R$ 542.08 por saca, e dia 24 a R$ 568,53. Na sexta-feira, nos contratos para entrega em dezembro a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 320 pontos.

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