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Bolsa de Nova York registra alta pela terceira sessão consecutiva e março/16 fecha acima de US$ 1,20/lb

por Notícias Agrícolas:

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam em alta pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira (3). Com isso, o vencimento mais negociado, março/16, fechou acima de US$ 1,20 por libra-peso. O mercado teve mais um dia de recompras técnicas e dólar em baixa influenciando nos negócios. Os operadores também seguem atentos às informações sobre o desenvolvimento da safra 2016/17 do Brasil e a oferta da commodity neste ano.

O vencimento março/16 fechou a sessão de hoje cotado a 121,15 cents/lb com alta de 130 pontos. O maio/16 registrou 123,10 cents/lb e o julho/16 teve 124,80 cents/lb, ambos com 120 pontos positivos. Já o contrato setembro/16 encerrou o dia cotado a 126,35 cents/lb também com valorização de 120 pontos.

“O café continua a sua trajetória de consolidação do atual espaço de trabalho e sinceramente, não estou esperando nenhuma grande truculência nos movimentos corretivos”, afirma o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães.

Nesta quarta-feira, o dólar voltou a recuar ante o real fechando na menor cotação em mais de um mês, o que também acaba dando impulso aos preços do café, pois desencoraja as exportações. A moeda fechou o dia cotada a R$ 3,9181 na venda com alta de 1,70%, repercutindo o avanço nos preços petróleo, dados fracos sobre a economia dos Estados Unidos e as preocupações com a situação política e econômica do Brasil.

Apesar do mercado repercutir mais fatores técnicos nas últimas sessões, agências internacionais informam que os operadores também estão atentos ao desenvolvimento da safra 2016/17 do Brasil e as incertezas em relação ao desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado. O banco ABN Amro, por exemplo, estima que o consumo da commodity possa exceder a oferta em mais de 4% neste ano. “Muitos players continuam preocupados com as recentes notícias climáticas vindas de países produtores, principalmente da Colômbia”, afirmou o analista de mercado Anilton Machado em seu informativo diário.

Em entrevista exclusiva ao Notícias Agrícolas, o presidente do CNC (Conselho Nacional do Café), Silas Brasileiro informou que estoques de passagem brasileiros, que conseguiram sustentar os bons volumes exportados nos últimos anos, devem chegar em março deste ano no menor volume da história, entre 4 e 5 milhões de sacas de 60 kg.

Em janeiro, os embarques de café em grão do Brasil totalizaram em 20 dias úteis 2,48 milhões de sacas de 60 kg, com receita de US$ 363,4 milhões. Comparando esses dados com o volume exportado pelo País em dezembro de 2015 (2,98 milhões de sacas), houve uma queda de 16,78%. Os dados foram divulgados na segunda-feira (1º) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No cinturão produtivo do Brasil, os relatos são de que as chuvas contribuíram para o desenvolvimento das lavouras. No entanto, durante toda esta semana o tempo deve ficar mais firme, com calor e chuvas isoladas nas principais origens produtoras.

Mercado interno

Os preços no mercado físico brasileiro registraram alta ou permanecem estáveis nesta quarta-feira. No entanto, os negócios lentos. “Os preços estão avançando, mas poucos negócios têm acontecido nos últimos dias. A pedida dos vendedores não tem convergido com a dos compradores”, afirma o analista do Cepea Renato Garcia Ribeiro.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação hoje na cidade de Guaxupé (MG) com saca cotada a R$ 563,00 e alta de 0,90%. Foi a maior oscilação no dia.

O tipo 4/5 também teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 565,00 a saca e avanço de 0,89%. A maior variação no dia ocorreu em Poços de Caldas (MG) com recuo de 0,99% e R$ 501,00 a saca.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação em Varginha (MG) com R$ 520,00 a saca e alta de 0,97%. A maior oscilação no dia dentre as praças aconteceu em Guaxupé (MG) com alta de 1,01% e saca cotada a R$ 502,00.

Na terça-feira (2), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 499,13 com avanço de 1,32%.

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