NOTÍCIAS

Bolsa de NY desaba mais de 400 pts nesta 2ª feira com questões macro e expectativa de oferta ampla

por Notícias Agrícolas:

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam com queda acentuada nesta segunda-feira (11). O vencimento mais próximo, março/16, fechou na casa de US$ 1,14 por libra-peso. O mercado repercutiu as questões macroeconômicas, que influenciam diretamente no câmbio, e as expectativas de melhor oferta no mercado global neste ano, com destaque para as safras do Brasil e da Colômbia.

O contrato março/16 encerrou a sessão com 114,45 cents/lb e queda de 455 pontos, o maio/16 registrou 116,80 cents/lb com recuo de 440 pontos. Já o contrato julho/16 teve 118,80 cents/lb com 435 pontos negativos, enquanto o vencimento setembro/16 anotou 120,70 cents/lb com desvalorização de 420 pontos.

Em meio a baixo volume de negócios e pressionado por dúvidas sobre a estratégia cambial do governo chinês e pelo tombo dos preços do petróleo, o dólar comercial fechou a sessão de hoje cotado a R$ 4,0517 na venda com alta de 0,28% ante o real. A moeda estrangeira mais valorizada ante o real dá maior competitividade às exportações, mas acaba influenciando negativamente nas cotações em Nova York. Na semana passada, por exemplo, o café arábica recuou 3,95% na ICE enquanto o dólar subiu 2,34% ante o real.

Além das questões macro, que tiveram papel importante no tombo de hoje, as expectativas de oferta maior no mercado também repercutem entre os operadores. As lavouras da safra 2016/17 do Brasil têm recebido bons volumes de chuva e devem maior que a do ano passado. Já a Colômbia registrou em 2015 a melhor safra de arábica dos últimos 23 anos.

No último final de semana a chuva voltou em volumes altos ao cinturão produtivo de café do Brasil. No entanto, segundo a Somar Meteorologia, nos primeiros dias deste semana as precipitações mais fortes devem cair sobre o Paraná, mas a partir de quarta-feira elas voltam a avançar em direção a São Paulo e Sul de Minas Gerais.

Apesar da forte queda em Nova York, o cenário para o café em 2016 ainda é favorável. “Se tem um produto que deve ter um ano melhor que a média de todas as commodities é o café. Não existem grandes estoques no mundo, o consumo continua crescendo e as exportações do Brasil estão boas. Com isso, os preços tendem a encontrar sustentação”, explica o analista do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes.

Exportações recordes em 2015

Os embarques de café verde do Brasil em 2015 totalizaram 33,33 milhões de sacas de 60 kg (2 milhões de toneladas) com receita de US$ 5,55 bilhões e preço médio de US$ 2,94 mil por tonelada. O volume é recorde na série histórica e 0,5% maior que o registrado no ano passado. Os dados foram confirmados nesta segunda-feira (11) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). “Os números foram muito bons e isso significa para o mercado que os estoques estão em baixa”, diz o Eduardo Carvalhaes.

Mercado interno

Nas praças de comercialização do Brasil o dia foi de poucos negócios. Os compradores recuaram significativamente em suas ofertas. Na semana passada, alguns picos de alta chegaram a ser registrados.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação hoje na cidade de Guaxupé (MG) com saca cotada a R$ 570,00 e alta de 3,64%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.

O tipo 4/5 também teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 552,00 a saca e queda de 3,50%. Também foi a maior variação no dia.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação na cidade de Varginha(MG) com R$ 525,00 a saca e desvalorização de 0,94%. A maior oscilação no dia ocorreu em Guaxupé (MG) com recuo de 3,93% e saca valendo R$ 489,00.

Na sexta-feira (8), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 502,60 com alta de 1,27%.

Bolsa de Londres

As cotações do café robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, também fecharam com queda expressiva nesta segunda-feira acompanhando Nova York. O contrato janeiro/16 teve US$ 1420,00 por tonelada com queda de US$ 20, o março/16 registrou US$ 1446,00 por tonelada e recuo de US$ 39, enquanto o vencimento maio/16 teve US$ 1474,00 por tonelada também com desvalorização de US$ 39.

Na sexta-feira (8), o Indicador CEPEA/ESALQ do café conillon tipo 6, peneira 13 acima, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 387,01 com avanço de 1,13%.

Notícias Relacionadas