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Café: Após curtas oscilações durante toda semana, Bolsa de Nova York surpreende e fecha com alta de 350 pts

por Notícias Agrícolas: 

Na semana passada, os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) oscilaram dos dois lados da tabela acompanhando o comportamento do dólar e o clima no Brasil, que pode influenciar na produção da safra 2016/17. Também houve na terça-feira a divulgação da Conab que revisou para baixo a safra brasileira, o que também ajudou na elevação dos preços no mercado externo.

Entretanto, após buscar direcionamento nos últimos dias, o mercado registrou alta de 350 pontos nesta sexta-feira (2) com receios de que o clima possa prejudicar as recentes floradas no cinturão produtivo. Os principais vencimentos, inclusive, buscam o patamar de US$ 1,25 por libra-peso.

No Brasil, acontecem poucos negócios. O dólar até deu suporte às cotações no mercado físico nos últimos dias, mas os custos de produção também estão mais altos, o que acaba afastando o produtor do mercado. Os cafés arábica de melhor qualidade continuam tocando R$ 500,00 a saca nas praças de comercialização.

Os lotes com vencimento para dezembro/15 em Nova York registraram hoje 124,30 cents/lb com alta de 355 pontos, o março/16 teve 127,35 cents/lb e valorização de 350 pontos. O contrato maio/16 anotou 129,50 cents/lb com avanço de 355 pontos, enquanto o julho/16 encerrou o dia com 131,30 cents/lb e 360 pontos positivos.

De acordo o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, as bolsas para o café apresentam um processo de correção diante das informações que podem comprometer a produção brasileira. Recentemente, as regiões produtoras de arábica do Brasil receberam boas floradas.

“As notícias de clima seco e quente em algumas importantes regiões produtoras do Brasil começam a tirar o sono de muitos operadores, uma vez que, tudo o que o negócio café não precisa neste momento é ter que encarar a terceira safra brasileira complicada”, afirma Magalhães.

Na última sexta-feira, o dólar voltou a recuar ante a moeda brasileira, o que também acaba oferecendo suporte às cotações futuras, pois inibe as exportações que estão aquecidas. A moeda estrangeira recuou 1,42%, cotada a R$ 3,9457 na venda.

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