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Café: Bolsa de Nova York estende perdas e cai mais de 100 pts nesta 3ª com dólar e safra do Brasil

Por Notícias Agrícolas

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta terça-feira (25) com queda de mais de 100 pontos. O mercado externo do grão estende perdas e volta a se aproximar das mínimas de mais de 10 anos ainda de olho na desvalorização do real e safra brasileira.

O vencimento dezembro/18 fechou o dia com queda de 135 pontos, a 97,15 cents/lb e o março/19 anotou 100,50 cents/lb com recuo de 140 pontos. Já o contrato com vencimento para maio/19 registrou 102,85 cents/lb e baixa de 150 pontos e o julho/19 teve desvalorização de 145 pontos, a 105,30 cents/lb.

Segundo informações reportadas por agências de notícias, com base no relato de operadores internacionais, o mercado do café arábica na ICE recuou com vendas por parte dos produtores do Brasil, maior produtor mundial, encorajados por mais um dia de queda do real ante o dólar nesta terça-feira.

O dólar comercial fechou o dia com leve queda de 0,12%, a R$ 4,0830 na venda, mas chegou na máxima do dia a R$ 4,1429, repercutindo a última pesquisa Ibope para a Presidência da República. As oscilações cambiais impactam diretamente nas exportações e influenciam também nos preços externos do grão.

“O mercado está em busca de uma baixa a curto prazo”, disse para a Reuters internacional Keith Brown, operador de commodities na Moultrie. Especuladores também estão se desfazendo de suas posições compradas.

As cotações também acompanham o otimismo com a safra brasileira. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou na última terça-feira (18) que a produção brasileira de café pode totalizar neste ano 59,9 milhões de sacas beneficiadas de 60 kg. A maior da história do país.

“No Brasil o clima favorável aponta para a abertura de uma nova florada, a principal, e o mercado ficará de olho para ajustar suas expectativas. Hoje o consenso é de que o ano-safra de 2019/2020 ainda terá um superávit mundial, não as atuais 8.6 milhões de sacas de 18/19, mas talvez metade disto”, disse Rodrigo Costa, analista e diretor da Comexim nos Estados Unidos.

A florada principal do café na safra 2019/20 abriu nesta semana na maior parte das áreas produtoras do Brasil, segundo mostram imagens enviadas por produtores ao Notícias Agrícolas e postadas em redes sociais. Por conta a alta produção neste ano e déficit em algumas áreas, pairam preocupações.

Mercado interno

Negócios isolados são registrados no mercado brasileiro de café, mas mais transações passaram a ser vistas com a necessidade de caixa. “Mesmo nestes anos de forte crescimento do consumo mundial e de grandes lucros para o comércio internacional, as bases de preços praticadas no mercado físico de café são ruinosas para a maioria dos cafeicultores em todo o mundo”, disse em informativo o Escritório Carvalhaes.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 442,00 e queda de 0,67%. A maior oscilação ocorreu em Varginha (MG) com queda de 1,16% e saca a R$ 425,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação no dia em Franca (SP) com saca cotada a R$ 415,00 e queda de 1,19%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com baixa de 1,22% e saca a R$ 405,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Vitória (ES) com saca a R$ 432,00 e queda de 0,69%. A maior oscilação no dia foi registrada em Araguari (MG) com avanço de 2,50% e saca a R$ 410,00.

Na segunda-feira (24), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 406,47 e queda de 0,80%.

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