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Café: Com feriado e baixo volume de negócios, Bolsa de Nova York fecha semana praticamente estável

por Notícias Agrícolas:

As cotações do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerram a semana passada com leve baixa, após a forte valorização na anterior. O vencimento março/16 recuou de 0,64% nos últimos sete dias. Na sexta-feira o terminal externo não funcionou por conta do feriado do Dia de Ação de Graças, o que não animou muito os investidores nesta sexta-feira marcada por baixo volume de negócios e queda da maioria das commodities.

Nos últimos dias, os futuros foram impulsionados por informações cada vez mais fortes de oferta global apertada para a commodity, inclusive, com estimativas estrangeiras apontando safra menor no Brasil. No entanto, o câmbio e informações sobre o clima nas origens produtoras acabou reduzindo os ganhos no mercado.

Aproveitando a valorização da semana passada no terminal externo, os preços do café arábica no mercado interno subiram um pouco nesta semana e os produtores voltaram às praças de comercialização para negociar suas produções, informou o Cepea. O tipo 6 duro, por exemplo, atingiu hoje no Cerrado Mineiro R$ 520,00 a saca de 60 kg.

Já em Nova York, os lotes com vencimento para dezembro/1 anotaram na sessão de sexta-feira 121,00 cents/lb com baixa de 190 pontos, o março/16 registrou 123,60 cents/lb com recuo de 195 pontos. O contrato maio/16 encerrou o pregão com 125,75 cents/lb com baixa de 185 pontos e o julho/16 teve 127,80 cents/lb com desvalorização de 180 pontos.

De acordo com informações de agências internacionais, além do baixo volume de negócios, as cotações do arábica no terminal norte-americano foram pressionadas nesta quinta-feira principalmente pelo câmbio. O dólar avançou 2,05% ante o real, cotado a R$ 3,8234 na venda em meio ao cenário político turbulento no Brasil e baixo volume de negócios. A moeda estrangeira mais valorizada ante o real dá maior competitividade às exportações.

Dólar salta 2% e vai a R$ 3,82, com cenário político turbulento

Também pesou sobre o mercado nos últimos dias as condições climáticas no cinturão produtivo do Brasil que são favoráveis às lavouras da safra 2016/17. As indicações de boa produção na Colômbia, terceiro maior produtor mundial da commodity, também acabam pressionando os preços.

De acordo com a Climatempo, após um período de boas precipitações nas áreas produtoras de café do Brasil, as chuvas deslocam-se mais para o norte do cinturão cafeeiro e, até o dia 3 de dezembro, “os maiores acumulados de chuva se concentram no norte mineiro”, sendo esperados entre 70 e 100 mm, na região do Vale do Jequitinhonha. Por outro lado, no Sul de Minas Gerais, os acumulados não ultrapassarão os 10 mm. As informações partem do CNC (Conselho Nacional do Café).

Os picos de alta nesta semana na ICE foram motivados pelas informações de oferta global apertada no mercado do café. Em divulgação recente, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estimou a safra brasileira 2015/16 de café (arábica e robusta) em 49,4 milhões de sacas de 60 kg e ainda apontou diminuição nos estoques. O volume representa uma redução de 9% em relação à temporada anterior. No cenário global, o Rabobank, inclusive, estima déficit de 2,7 milhões de 60 kg na produção mundial de café em 15/16, citando os efeitos do El Niño nas principais origens produtoras.

Mercado interno

Os negócios no mercado físico brasileiro aumentaram um pouco nesta semana por conta da forte valorização das cotações futuras externas nos últimos dias, principalmente na semana passada. “Com a alta em Nova York, os preços do café no mercado interno também foram puxados. Com isso, os comerciantes voltaram a atuar mais no mercado”, explicou ontem ao Notícias Agrícolas o analista do Cepea, Renato Garcia Ribeiro.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação hoje nas cidades de Guaxupé (MG) e Poços de Caldas (MG) com saca cotada a R$ 548,00, queda de 0,72% na primeira e avanço de 0,18% na segunda. A maior oscilação no dia foi registrada em Guaxupé.

Da sexta-feira passada para esta, a cidade que registrou maior variação para o tipo foi Espírito Santo do Pinhal (SP) com queda de R$ 20,00 (-3,64%), saindo de R$ 550,00 para R$ 530,00 a saca.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação também em Guaxupé (MG) com R$ 553,00 a saca e baixa de 0,72%. Foi a maior variação no dia dentre as praças.

Para o tipo, conforme o gráfico, a maior oscilação na semana foi registrada em Varginha (MG) que tinha saca cotada a R$ 500,00, mas subiu R$ 20,00 (+4,00%) e agora vale R$ 520,00.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação em Araguari (MG) com R$ 520,00 a saca e valorização de 1,96%. Foi a maior oscilação dentre as praças no dia.

A variação mais expressiva de preço na semana para o tipo 6 também foi registrada em Varginha (MG), por lá a saca estava cotada a R$ 495,00 na sexta passada, mas teve valorização de R$ 20,00 (+4,04%), e agora está em R$ 515,00.

Na quinta-feira (26), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve valorização de 0,03% com a saca de 60 kg cotada a R$ 475,69.

Bolsa de Londres

As cotações do café robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, fecharam em baixa nesta sexta-feira. O contrato novembro/15 encerrou a sessão cotado a US$ 1485,00 – estável, o janeiro/16 teve US$ 1515,00 por tonelada com queda de US$ 14 e o março/16 registrou US$ 1542,00 por tonelada com desvalorização de US$ 7.

Na quinta-feira (26), o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 377,63 com avanço de 0,36%.

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