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Café e história: 4 locais históricos para tomar café em São Paulo

Por ABIC:

Postado em: 18/07/22

Que tal sair da rotina em busca de um bom café? Em junho, o Jornal do Café montou um guia de cafeterias históricas no Rio de Janeiro para aqueles que desejam conhecer a cidade maravilhosa com uma xícara na mão.

Agora, preparamos um guia de locais históricos em São Paulo. Assim, nossos leitores vão poder se aventurar pelas cafeterias da Terra da Garoa.

A relação entre o café e os locais históricos

O café foi um dos grandes combustíveis para o crescimento da cidade de São Paulo, endo responsável pela introdução da ferrovia no estado, construída para escoar o principal produto de exportação brasileiro. O grão trouxe, também, aproximadamente 4 milhões de imigrantes entre o final do século XIX e o início do XX. Muitos desses estrangeiros construíram estabelecimentos que existem até hoje, servindo milhares de pessoas diariamente.

Casa Godinho

Casa Godinho foi fundada em 1888 por um imigrante português chamado José Maria Godinho. Até 1924, funcionou na Praça da Sé, quando foi transferida para a rua Libero Badaró, 340, onde permanece até hoje. É um remanescente do comércio paulistano à moda antiga e com características únicas. O local é uma mercearia, com grande variedade de importados, de bacalhau a vinhos, passando por doces e todo tipo de alimentos gourmet. Era lá que figuras como Assis Chateubriand, Adhemar de Barros e Jânio Quadros abasteciam os seus lares. No balcão, é possível comer a famosa empada do estabelecimento e, ainda, tomar um cafezinho.

Em 2013, a Casa Godinho foi declarada patrimônio cultural imaterial da cidade pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (CONPRESP).

Café Floresta

O café mais antigo do edifício Copan, o Café Floresta, está no local desde os anos 70. A loja, desde que foi inaugurada, mantém tudo do mesmo jeito desde a sua inauguração. Não tem mesas e serve os cafezinhos apenas no balcão. Uma particularidade importante: não aceita cartão de débito nem crédito, apenas dinheiro.

Grãos moídos na hora servem ao cardápio enxuto, de expressos puros ou com canela, além de outros preparos tradicionais com leite. Para acompanhar, salgados assados e bolos são opções.

Café Martinelli

O edifício Martinelli foi construído na década de 20. Com mais de 130 metros de altura, é um dos prédios mais altos do país. Em 1993, no térreo do local, foi inaugurado o Café Martinelli. O projeto remete à época de inauguração do prédio e a cafeteria tem mesas e objetos de decoração originais que valem uma visita. Foi eleito pela Revista VEJA SP, por três anos consecutivos, como o melhor Café da cidade.

No estabelecimento, o visitante poderá tomar um expresso com grãos 100% arábica, tradicional ou orgânico, cappuccinos, chocolates, drinks, ou saborear salgados finos.

Farol Santander

Encomendado para ser uma cópia do Empire State Building, de Nova Iorque, o Farol Santander foi inaugurado em 1948, conhecido, inicialmente, como edifício Altino Arantes. Era a sede do banco Banespa, por isso ganhou o apelido de “Banespão”. Nos anos 2000, foi vendido para o banco espanhol Santander. Depois de vários anos fechado, foi reformado e, em 2018, reaberto como centro cultural Farol Santander.

O local dispõe de dois cafés, um no térreo, acessível a todos os visitantes, e outro no 26º andar, que só pode ser acessado por quem adquiriu um ingresso para as exposições.

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