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Café: Investidores ajustam posições e mercado sobe pelo 3º dia consecutivo na Bolsa de Nova York

por Notícias Agrícolas:

A sessão desta quinta-feira (28) foi de volatilidade aos preços futuros do café arábica negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Após iniciarem o dia em queda, as principais posições da commodity reverteram o movimento negativo e encerraram o pregão com ligeiras altas. A terceira valorização seguida no mercado internacional.

O vencimento março/18 finalizou o dia cotado a 124,80 cents/lb com alta de 22 pontos, já o maio/18 era negociado a 127,15 cents/lb com valorização de 22 pontos. O julho/18 encerrou a sessão a 129,50 cents/lb com ganho de 21 pontos.

De acordo com o analista de mercado e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville, “os fundos de investimentos continuam cobrindo suas posições antes do final do ano”. Em contrapartida, os relatórios indicando ainda boas condições da produção no Brasil continuam no radar dos participantes do mercado.

“E oferecem melhores razões para negociar. Mesmo assim, o escritório de contabilidade do governo estima que as exportações brasileiras de 2017 sejam 20% menores do que as registradas em 2016”, conforme explica o presidente da Price Futures Group.

Embora haja muita especulação sobre o potencial da safra brasileira devido ao clima, alguns exportadores sugerem que o potencial de perda foi superestimado. As previsões climáticas ainda indicam chuvas nas principais regiões de produção no país.

Mercado interno

A quinta-feira foi de ligeiras movimentações aos preços do café praticados no mercado brasileiro. Os negócios permanecem lentos diante das festas de final de ano.

O café tipo cereja descascado subiu 6,25% em Patrocínio (MG), com a saca a R$ 510,00. Já em Guaxupé (MG), a queda ficou em 1,01%, com a saca a R$ 490,00.

O tipo 4/5 registrou oscilação apenas em Poços de Caldas (MG). A saca recuou 0,63% nesta quinta-feira cotada a R$ 472,00.

O tipo 6 duro caiu 1,10% em Guaxupé (MG), com a saca a R$ 450,00. Na contramão desse cenário, o valor subiu 1,09% em Patrocínio (MG), com a saca a R$ 465,00.  Nas demais praças o dia foi de estabilidade.

Em um balanço do ano, o Cepea destacou que 2017 foi de forte queda aos preços do arábica. “Para o arábica, principalmente no início do ano, a pressão veio das baixas internacionais, apesar da menor produção na safra 2017/18, de bienalidade negativa”, reportou em nota.

No segundo semestre, as cotações internas e externas foram pressionadas pelos estoques razoáveis nos países consumidores e pela boa perspectiva em relação à próxima safra no Brasil, ainda de acordo com levantamento do Cepea.

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