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Café tem mais de mil compostos que fazem bem para a saúde, diz estudo

por G1:

Incor de São Paulo confirmou tendência mundial de descobertas positivas relacionadas à bebida, que também deixou de ser vilã para o coração.

Seu Norberto e Seu Homero foram voluntários de uma pesquisa com 130 pessoas no Instituto do Coração de São Paulo. O estudo queria saber se quem já teve problemas no coração poderia consumir café.

Os dois já passaram pela emergência. Eles foram monitorados, fizeram baterias de exames. Levaram para a casa equipamentos para medir batimentos cardíacos e pressão arterial. Mas primeiro tiveram que zerar a cafeína no organismo e ficaram 15 dias sem cafezinho. Depois foram a forra, quase 3 meses tomando meio litro de café por dia.

A análise dos exames acabou com qualquer dúvida.

“Não mudou a pressão arterial, não aumentou arritmias, favoreceu a atividade física. Eu acho que deixou de ser vilão, e pelo menos dá pra afirmar que aqueles que tem doença no coração não traz nenhum malefício”, afirma o diretor do Centro Café-Coração – Incor, Luís Antônio Machado César.

Os pesquisadores brasileiros não têm dúvidas: grãos defeituosos, mofados, colhidos depois da hora ou mal armazenados agridem o organismo, e o café torrado demais para esconder impurezas é veneno. Mas tem o outro lado da balança. Com muito mais peso. O café de qualidade tem mais de mil compostos que fazem bem a saúde. Consumido com moderação pode até ser considerado um alimento funcional. Tem ácidos clorogênicos, poderosos antioxidantes. A cafeína melhora o funcionamento do cérebro e evita inflamações. O café tem ainda minerais como magnésio, fósforo e zinco.

E o segredo para os benefícios à saúde está na dose. Quatro xícaras de 50 ml são suficientes para unir sabor e saúde na mesma receita.

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