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CAMISC: Professor e pesquisador da USP faz palestra para cooperados

por Imprensa CAMISC:

O futuro do agro e o cooperativismo. Este foi o tema de uma palestra promovida pela Syngenta, multinacional do setor de agronegócios, em parceria com a Camisc (Cooperativa Agrícola Mista São Cristóvão), no dia 29 de novembro, no Clube Grêmio Mariopolitano, em Mariópol.

marcosPúblico seleto – Para um público seleto e formado por mais de 100 associados e colaboradores, o pesquisador e professor da USP (Universidade de São Paulo), Marcos Fava Neves, compartilhou sua visão ampla da realidade brasileira e quais as perspectivas para o futuro do agronegócio em produtividade e preços, os desafios e oportunidades que se colocam.

Preços – “Estamos com uma situação de preços que não deve ter grandes mudanças nos próximos 10 anos. Importante lembrar que isso se deve ao próprio produtor brasileiro, que só na safra passada produziu a mais 52 milhões de toneladas de grãos e aumentou em 2, 5 milhões de hectares sua área cultivável”, pontuou Neves.

Perspectivas – De acordo com o consultor, para o futuro a perspectiva continua boa para a expansão da produção de grãos. Isso porque há um crescimento da população, o aumento da urbanização e a volta com bastante força dos biocombustíveis. Recentemente, a China assinou acordo para a partir de 2020 somar 10% de etanol em sua gasolina.

Grande oportunidade – “Isso representa 50 milhões de toneladas de milho por ano a mais que os chineses vão utilizar”, afirmou Neves. Segundo ele, essa é uma grande oportunidade futura que se abre no mercado de grãos. Aos participantes, o professor lembrou que a agricultura vem se modernizando nos últimos anos e o presente já está mostrando isso.

Triângulo – “A principal mensagem que eu trago hoje para os produtores é que eles devem se basear em um triângulo com três grandes aspectos. O primeiro, é a tecnologia e a digitalização. O segundo, na área ambiental, é com relação à economia circular. E o terceiro diz respeito à economia de compartilhamento”, destacou.

Mudança – De acordo com Neves, esses três pilares tendem a mudar a agricultura nos próximos anos. A digitalização mostra a utilização de drones e máquinas que permitem ao produtor acabar com o conceito de hectare e trabalhar com o método de metro quadrado, tendo mais eficiência e resultado na propriedade.

Economia circular – A economia circular, muito trabalhada já nos países europeus, desponta com a ideia de que você tem que integrar suas atividades de forma que um subproduto de uma atividade se torne o insumo de outra. “Ou seja, é você conciliar, por exemplo, o confinamento de gado, aves, suínos, produzindo esterco que vira fertilizante para a agricultura”, contou Neves.

Compartilhamento – O terceiro ponto e que é uma tendência, diz respeito a economia do compartilhamento. Segundo Neves, nos próximos anos os agricultores não terão mais a necessidade de ter inúmeros equipamentos. “O agricultor não vai precisar ter tantos ativos, tantas máquinas, porque tudo vai ser compartilhado. É o que vem acontecendo”, explicou.

Cooperativas – Para o consultor, isso tudo mostra grandes oportunidades que estão se abrindo para os produtores. Na avaliação dele, cabe às cooperativas desenvolverem todos esses conceitos. “O produtor depende da cooperativa para alcançar essas mudanças de uma forma estruturada. E isso pode ter reflexos positivos, dando mais margem e eficiência na propriedade”.

Percepção – Entre os associados, a percepção foi de que é fundamental para o produtor do século XXI diversificar suas atividades. “Ele nos trouxe informações precisas e pontuais. Foi possível ver o quanto o cooperativismo tá se fortalecendo e quanto podemos crescer. Como pequeno produtor, vi o quanto é importante cada vez mais diversificarmos nossas atividades para buscar melhores resultados”, enfatizou Alceu Antunes de Almeida, associado de Galvão (SC).

Conhecimento – Com propriedades em Mariópolis e Clevelândia, o produtor Ademar De Bortoli lembrou que a palestra foi um momento fundamental na busca por conhecimento. “Tudo que ele nos trouxe é importante para a tomada de decisões. A palestra nos agregou muito, principalmente porque a tecnologia se tornou cada vez mais presente na agricultura”. (Imprensa Camisc)

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