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CNC – Balanço Semanal de 12 a 16/06

P1 / Ascom CNC:

CNC reitera necessidade de custos da sustentabilidade da cafeicultura serem divididos entre todos os segmentos da atividade


COMPARTILHAR CUSTOS DA SUSTENTABILIDADE — Nos dias 8 e 9 de junho, o Conselho Nacional do Café participou do 7º Coffee Dinner & Coffee Summit, realizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em São Paulo (SP). A cada edição, o evento se transforma em uma das principais plataformas para a troca de informações e experiências, contando com plateia e palestrantes atualizados e que bem debatem e traduzem os cenários mercadológico, de pesquisa, tecnologia e da sustentabilidade.

Aproveitando a oportunidade, também nos reunimos com a diretora executiva da Plataforma Global do Café (GCP, em inglês), Annette Pensel, e participamos da reunião do Conselho Consultivo Nacional da iniciativa. Esclarecemos a todos os segmentos da cadeia produtiva e demais membros do fórum que a sustentabilidade da cafeicultura deve ser compartilhada entre todos os elos, com os custos não ficando, como atualmente, exclusivamente com o setor da produção.

O presidente executivo do CNC, deputado federal Silas Brasileiro, defendeu o compartilhamento de responsabilidades e sugeriu o ingresso dos representantes do segmento de fabricação de insumos na Plataforma Global do Café, pois entende que essas empresas também são responsáveis pelo processo de ensino e evolução do homem do campo.

Ainda nessa linha, sugerimos que sejam criados indicadores de boas práticas também para a ponta compradora, de maneira que seja, por exemplo, incentivado o comércio sustentável, dentro do qual a indústria se torna parceira em ações no campo para reduzir custos e preservar a saúde do trabalhador e o meio ambiente.

Essa medida, conforme o presidente do CNC, faz-se necessária porque a produção não pode arcar sozinha com todos os custos que envolvem a ampla e total adoção de boas práticas ambientais e sociais no campo, na velocidade requerida pela ponta compradora. Entendemos que isso implica ampla escala de treinamentos e capacitações, que dependem de elevados investimentos em assistência técnica, extensão rural, promoção da saúde e segurança do trabalhador e preservação do meio ambiente.

Dessa maneira, Silas Brasileiro indica que a indústria, que se beneficia dessas boas práticas no meio rural, preservando sua imagem perante os consumidores, precisa ser parceira dos produtores e dividir os custos da implantação da sustentabilidade no campo.

Por fim, como reconhecimento da Plataforma Global do Café para o avanço sustentável nas lavouras, também com vista à promoção das responsabilidades ambiental, social e econômica do Brasil na atividade cafeeira, o CNC demonstrou alinhamento entre seus associados e ampliará o número de cooperativas que integrarão a GCP.

MERCADO — Nesta semana mais curta no Brasil, devido ao feriado de Corpus Christi, os futuros do arábica apresentaram baixa volatilidade, com foco nas rolagens de posição para o vencimento setembro. O andamento da colheita brasileira e os movimentos da moeda norte-americana continuam sendo as principais influências sobre o mercado.

Ontem, o dólar comercial foi cotado a R$ 3,3083, com alta de 0,5% em relação ao fechamento da sexta-feira anterior. O movimento do câmbio tem sido influenciado pela cautela dos investidores frente ao cenário político brasileiro.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou que a colheita de arábica deverá se intensificar na segunda quinzena de junho. As regiões onde os trabalhos estão mais avançados são o Cerrado Mineiro e o Noroeste do Paraná, com 13% da produção colhida. No Sul de Minas, Zona da Mata Mineira e Mogiana, o percentual alcançado é de 10%. Em relação à variedade conilon, a instituição estimou que 90% e 50% dos grãos já foram colhidos, respectivamente, em Rondônia e Espírito Santo.

Apesar das precipitações da ordem de 15 milímetros ocorridas ontem no Norte do Paraná, no Oeste de São Paulo, na Baixa Mogiana e no Sul de Minas Gerais, a Somar Meteorologia prevê que o tempo seco retornará a partir da sexta-feira na maior parte das áreas cafeicultoras.

Na ICE Futures US, o vencimento setembro do Contrato C foi cotado, na terça-feira, a US$ 1,2865 por libra-peso, com queda de 20 pontos em relação ao fechamento da semana passada. O vencimento setembro do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 2.040 por tonelada, acumulando valorização de US$ 19 na comparação com a última sexta-feira.

No mercado físico nacional, os negócios seguiram fracos. Os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 451,04/saca e a R$ 418,55/saca, sem variações significativas em relação ao fechamento da semana anterior.

cnc

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