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CNC debate importação de café com MDIC

por Paulo André Colucci Kawasaki:

Na terça-feira, 7 de março, o presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro, foi convidado para uma audiência com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. O titular do MDIC solicitou informações a respeito do atual cenário do mercado cafeeiro para analisar alguns pleitos que lhe foram apresentados, entre os quais a possibilidade da importação de café.

Segundo o presidente do CNC, o ministro pediu informações a respeito do volume dos estoques de café arábica e robusta no Brasil e também questionou o posicionamento da entidade frente à possibilidade de se realizar a importação de café em regime de drawback. “Estivemos com o ministro Pereira, ontem, e informamos a ele que o estoque de café arábica no Brasil encontra-se em níveis baixos, porém em volume suficiente para atender às demandas do mercado interno e das exportações ao serem somados com a safra a ser colhida em 2017”, revela Brasileiro.

No que se refere ao café conilon, o presidente do CNC sugeriu que o Governo acolha a sugestão apresentada pelo setor de produção e faça o levantamento dos estoques da variedade, acompanhados pelos representantes do setor, e confirme a existência de café suficiente para atender à necessidade das indústrias nacionais. “Até que isso seja realizado, reiteramos o posicionamento contrário do CNC à importação, o qual já tornamos público desde dezembro do ano passado”, afirma.

Sobre a eventualidade de a Conab apurar estoques insuficientes de conilon, Silas Brasileiro explica que, considerando que a safra 2017 de conilon não deverá se aproximar de seus mais altos níveis devido ao impacto do clima nas lavouras do Espírito Santo, entende como interessante reunir a base da produção, traçar o posicionamento do setor e sentar junto aos demais elos da cadeia e ao Governo Federal para obter um consenso sobre a matéria.

“De maneira alguma aceitaremos prejuízos aos produtores, portanto a importação de café para o consumo no Brasil jamais será aceita e permitida por nós. A respeito do drawback, não podemos esquecer que a indústria é nossa aliada e não adversária e é vital o Brasil manter seu market share, a sua fatia de mercado no mundo”, conclui.

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