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CNC recebe embaixador de Israel e transferência de tecnologia entre países vira realidade

Por CNC:

Postado em: 25/02/22

O Conselho Nacional do Café (CNC) recebeu na última semana (17/02), em sua sede, o Embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine e o Assessor de Agronegócios & Água, Ari Fischer. A comitiva foi recebida pelo presidente do CNC, Silas Brasileiro, que destacou a importância de encontros como esses para o fortalecimento dos laços comerciais e técnicos com outros países.

“Israel é um país com enorme ligação com o Brasil. São nações que se dão muito bem, tanto política como comercialmente. O embaixador e o assessor de agronegócios estavam muito interessados em entender os mais diversos aspectos que permeiam a cafeicultura”.

Na oportunidade, os Israelenses buscaram mais informações sobre a produção brasileira de café. Por ser uma terra árida, a produção agrícola israelita é altamente tecnificada, com o uso constante de equipamentos para irrigação. Assim, dúvidas surgiram sobre como o café brasileiro é produzido em terrenos como o Cerrado, que também apresenta aridez no solo.

Intercâmbio

Durante a visita ao CNC, Daniel Zohar propôs uma transferência de tecnologia de Israel para o Brasil, utilizando as cooperativas como base de apoio para se chegar às áreas de produção. “São equipamentos avançados, como drones, que possibilitam o levantamento de produtividade das lavouras, verificam a incidência de pragas e doenças nas plantas, além de possibilitar a pulverização de nutrientes através do sistema de equilíbrio no fornecimento de água com a necessidade da planta”, conta Silas Brasileiro.

Em contrapartida, Israel quer aprofundar um pouco mais na gestão do processo cooperativista, já que o Brasil é um grande modelo de trabalho intercooperativo. Os israelenses se mostraram bastante interessados em visitar a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e algumas das cooperativas como a Cooxupé, a Minasul e o Cerrado Mineiro. “O contato com o agronegócio não é uma novidade para o Embaixador de Israel, que antes de se tornar diplomata, era presidente de uma cooperativa de produtores de leite, ovos e frutas. Portanto, ele conhece a realidade e há uma grande possibilidade de intercâmbio de profissionais num futuro breve”, explicou o presidente do CNC.

 

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