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Com chuvas no cinturão produtivo do Brasil, Bolsa de Nova York tem nova queda nesta 4ª feira

por Notícias Agrícolas:

Após fechar a sessão de ontem praticamente estável, o mercado do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), referência para os negócios no Brasil, voltou a cair nesta quarta-feira (18) com os operadores no terminal externo mais otimistas em relação à safra 2016/17 do Brasil. As chuvas continuam beneficiando o desenvolvimento das lavouras em todo o cinturão produtivo. Estimativas estrangeiras apontam produção de até 62 milhões de sacas de 60 kg na próxima temporada.

O contrato dezembro/15 encerrou o dia cotado a 112,75 cents/lb com baixa de 150 pontos. O março/16 anotou 115,75 cents/lb, o maio/16 teve 117,95 cents/lb, enquanto o julho/16, mais distante, fechou a sessão a 120,10 cents/lb, ambos com desvalorização de 250 pontos.

Após um período de altas temperaturas e baixo volume de chuvas, o cinturão produtivo de café do Brasil tem recebido boas precipitações que favorecem o desenvolvimento das lavouras da safra 2016/17. Nos próximos dias, com a chegada de uma nova frente fria, precipitações generalizadas devem beneficiar as plantações da região Sul e Zona da Mata de Minas Gerais, norte do Paraná, centro e oeste de São Paulo, além do Espírito Santo. As informações são da Somar Meteorologia.

Além do clima, outra informação que deixou os investidores ainda mais animados em relação à safra do Brasil foi a estimativa da trading cingapuriana Olam International. A empresa acredita que a safra de café do Brasil 2016/17 deve ficar entre 60 e 62 milhões de sacas de 60 kg. Os cafeicultores discordam dos números e acreditam em uma colheita parecida com a passada, em cerca de 45 milhões de sacas.

Para o diretor da Pharos Consultoria de risco em commodities, Haroldo Bonfá, apesar de o mercado repercutir as chuvas e a expectativa de uma colheita melhor na safra 2016/17, a situação no cinturão produtivo do Brasil ainda demanda atenção. “Essas análises dos operadores em relação ao potencial produtivo do Brasil é prematura. As flores ainda precisam vingar e depois maturar para se ter o grão. As plantações necessitam de chuvas estáveis até maio do ano que vem pelo menos”, explica.

Com a proximidade da notificação de entrega do contrato dezembro/15, a partir de amanhã (19), os participantes no mercado também rolam suas posições em aberto para o vencimento março/16, o que favorece a baixa. Na sessão de hoje, o contrato tinha em aberto 9.750 lotes, enquanto o março/16 registrava 104.843 com um total de 186.281 contratos em aberto.

Mercado interno

No mercado físico brasileiro, os negócios com café seguem lentos e as praças de comercialização não têm registrado grandes alterações nos preços independente de dólar ou bolsa. “O ano de 2015 já começa a ser liquidado e assim, salvo algum fato novo, apenas leves ajustes nas apostas deverão ser vistos”, afirma o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação na cidade de Guaxupé (MG) com saca cotada a R$ 528,00 e queda de 1,86%. A maior oscilação no dia foi registrada em Poços de Caldas (MG) onde a saca recuou 4,65%, a R$ 492,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação também em Guaxupé (MG) com R$ 522,00 a saca e recuo de 1,88%. Foi a variação mais expressiva no dia.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação nas cidades de Espírito Santo do Pinhal (SP) e Varginha (MG), ambas com R$ 480,00 a saca, preço estável na primeira e queda de 1,03% no município mineiro. A maior oscilação no dia ocorreu em Franca (SP) e Guaxupé (MG) com recuo de 2,08% e saca cotada a R$ 470,00 em ambas.

Na terça-feira (17), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, registrou baixa de 0,26% e a saca de 60 kg está cotada a R$ 461,93.

Bolsa de Londres

As cotações do café robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, também fecharam em baixa nesta quarta-feira com a previsão de chuvas no cinturão produtivo do Espírito Santo, o que pode amenizar a condição das lavouras. O estado enfrenta grave seca pelo segundo ano consecutivo. O contrato novembro/15 encerrou a sessão cotado a US$ 1470,00 por tonelada e baixa de US$ 54, o janeiro/16 teve US$ 1514,00 por tonelada e queda de US$ 40 e o março/16 registrou US$ 1533,00 por tonelada com desvalorização de US$ 40.

Na terça-feira (17), o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 376,00 com alta de 0,01%.

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