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Com pressão de importadores por parcela do ganho com alta do dólar, cai receita de exportação de café

por Folha de São Paulo:

O café, um dos produtos que vinham subindo e sustentando o saldo da balança comercial no ano passado, mantém tendência de queda nos preços neste início de mês.

Negociada a US$ 205 no final de 2014, a saca esteve em US$ 157, em média, na primeira semana de agosto, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

A queda ocorre mesmo com o volume exportado pelo Brasil ficando estável em relação ao de agosto do ano passado.

Se o ritmo das exportações deste início de agosto continuar o mesmo até final do mês, a exportação de café em grãos vai ser de 2,67 milhões de sacas, mesmo volume de agosto do ano passado.

A queda dos preços ocorre porque o Brasil vem intensificando as exportações de café. Na safra passada, que terminou em junho, as vendas externas brasileiras somaram o recorde de 36,5 milhões de sacas. Dessas, 33 milhões foram de produto em grãos.

A queda de preço ocorre, ainda, porque os importadores querem parte do ganho que os produtores brasileiros obtêm com a queda do real.

A valorização do dólar permite ao exportador e produtor brasileiro receber uma quantidade maior de reais nas exportações.

O café cai também devido ao aumento das exportações da Colômbia. Em julho foi exportado 1,2 milhão de sacas, o maior volume desde 2007. Em 12 meses, os colombianos exportaram 11,8 milhões de sacas, ante 10,7 milhões em igual período anterior.

A renovação dos cafezais permitiu uma produção de 1,5 milhão de sacas em julho, o maior volume desde 2007.

Ao somar essa quantidade, os colombianos tiveram produção acumulada de 13 milhões de sacas em 12 meses.

Assim como no Brasil, os números de produção de café na Colômbia são sempre uma incógnita.

Um dado de que a quantidade aumenta, entretanto, é que os produtores do país já estão preocupados com o volume da safra. Para eles, a produção já começa a influenciar negativamente nos preços.

No Brasil, as discussões sobre safra continuam aguerridas. O volume vai de 40 milhões a 52 milhões de sacas.

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