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Costa Rica registra queda no número de propriedades que cultivam café

por Agnocafé:

O número de propriedades rurais dedicadas ao plantio e cultivo de café apresentaram redução ao longo dos últimos anos na Costa Rica, considerado um dos principais países produtores dos grãos arábicas suaves. Dados do Estado da Nação indicam que em 1984 existiam no país 34.464 propriedades rurais voltadas para a produção de café. No entanto, em 2015 esse montante recuou para 26.527.

Uma das principais razões por trás dessa redução é o crescimento imobiliário na grande área metropolitana do país, em zonas como Três Rios, Cartago, San Ramon e Alajuela.

No entanto, tal retração tem sido compensada em parte pelo aumento dos plantios em zonas como Los Santos, segundo explicou em entrevista, Ronald Peters, diretor executivo do Icafé (Instituto de Café da Costa Rica), a principal entidade representativa do segmento café no país.

“Ao mesmo tempo, a irregularidade nos preços da bolsa de Nova Iorque, principal mercado de referência para o café, tem contribuído para tirar alguns produtores do grão do jogo. Como exemplo, em 01 de dezembro deste ano o preço do quintal (saca de 46 quilos) estava em 117 dólares, ao passo que cinco anos atrás, no mesmo dia de referência, o preço estava em 230 dólares”, disse.

Mesmo diante de um volume menor de propriedades cafeeiras, o dirigente acredita que o segmento café apresenta algumas mudanças importantes na Costa Rica. “Mais que o preço e o espaço para plantar, o temos de levar em conta hoje no setor é seu potencial de produtividade e sua capacidade de se diferenciar. No primeiro ponto, o país ainda não conseguiu recuperar seu ponto mais alto, de 30 sacas de 46 quilos por hectare. Hoje esse número gira em torno de 24 sacas. Já a necessidade de se modernizar é uma realidade e o parque cafeeiro da Costa Rica busca variedades resistentes ao clima e a pragas e doenças, algo que hoje é vital”, complementou Peters.

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