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Cotações do arábica recuam cerca de 100 pts nesta 4ª feira e completam quarta baixa consecutiva em NY

por Notícias Agrícolas:

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam a sessão desta quarta-feira (21) com queda próxima de 100 pontos. Essa é a quarta sessões seguida de queda no mercado. Operadores no terminal externo seguem repercutindo as informações de alta produção nesta safra 2018/19 no Brasil, maior país produtor e exportador.

O vencimento março/18 fechou a sessão cotado a 116,95 cents/lb com queda de 125 pontos, o maio/18 registrou 118,90 cents/lb com recuo de 80 pontos. Já o contrato julho/18 encerrou o dia com 121,15 cents/lb e desvalorização de 85 pontos, enquanto que o setembro/18, mais distante, fechou a sessão cotado a 123,50 cents/lb com recuo de 85 pontos.

Em recente entrevista ao Notícias Agrícolas, Guilherme Morya, analista de mercado do Rabobank, destacou que as expectativas de uma boa safra brasileira, bem como as boas produções em vista de outros países produtores de arábica como Colômbia e Honduras, são fatores que impactam as cotações do café.

Segundo ele, uma reversão desse cenário, a curto prazo, ocorreria somente se parasse de chover em boa parte das regiões produtoras brasileiras, o que é algo que ele não visualiza no horizonte. Com isso, os principais vencimentos já estão abaixo do patamar de US$ 1,20 por libra-peso. Essa já é a quarta queda seguida das cotações.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima a safra geral brasileira entre 54,44 e 58,51 milhões de sacas de 60 kg, com possibilidade de recorde. A autarquia atribui a alta produção à bienalidade positiva das lavouras e condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento das plantações. O levantamento foi realizado no mês de dezembro.

Em entrevista para a agência de notícias Reuters, o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino, adiantou a expectativa de safra mais alta no país neste ano, mas não em recorde como alguns agentes estimam. A maior cooperativa brasileira espera receber em 2018 de seus cooperados 8,37 milhões de sacas de café, consideravelmente acima dos 6,68 milhões de sacas de 2017.

Mercado interno

Após aquecimento nos últimos dias, o mercado brasileiro voltou a ter negócios mais lentos após o Carnaval diante de preços mais fragilizados e com a desvalorização cambial. Diante deste cenário, compradores e vendedores se afastaram do mercado, segundo reporta o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 475,00 e queda de 0,64%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Patrocínio (MG) com queda 2,11% e saca a R$ 465,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 465,00 e queda de 0,64%. A maior oscilação dentre as praças no dia ocorreu em Franca (SP) com baixa de 2,17% e saca a R$ 450,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) com saca a R$ 445,00 e alta de 1,14%. A maior oscilação no dia ocorreu em Franca (SP) com recuo de 3,33% e saca a R$ 435,00.

Na terça-feira (20), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 433,39 e queda de 0,12%.

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