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Cotações do arábica recuam mais de 150 pts nesta 5ª em NY com pressão do câmbio e otimismo com Brasil

por Notícias Agrícolas:

O mercado futuro do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerrou a sessão desta quinta-feira (26) com queda de mais de 150 pontos. Operadores seguiram repercutindo as informações otimistas sobre a safra 2018/19 do Brasil, maior produtor e exportador, e o câmbio, que impacta nas exportações da commodity.

O vencimento setembro/18 fechou o dia com queda de 145 pontos, a 109,55 cents/lb e o dezembro/18 anotou 112,85 cents/lb com baixa de 150 pontos. O contrato março/18 registrou 116,35 cents/lb com 155 pontos de desvalorização e o maio/19, mais distante, fechou a sessão com 155 pontos de recuo, a 118,80 cents/lb.

Apesar de oscilarem dos dois lados da tabela, as cotações do arábica acabaram sendo pressionadas pelo otimismo com a safra 2018/19 do Brasil, que está em plena colheita no cinturão produtivo do país. Consultorias privadas e entidades públicas chegam a estimar produção de até 60 milhões de sacas de 60 kg.

Segundo estimativa da consultoria Safras & Mercado, a colheita de café da safra 2018/19 do Brasil foi indicada em 68% até o dia 24 de julho. Os trabalhos avançaram cerca de sete pontos percentuais de uma semana para a outra e diminuíram o atraso com condições climáticas mais secas favorecendo os trabalhos no campo.

“A colheita de arábica continua alinhada à média para o período, com a boa granação confirmando a safra recorde”, afirma o analista da Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach. Os trabalhos no conilon também seguem em bom ritmo. Levando em conta a estimativa da consultoria para esta temporada, já foram colhidas 41,02 milhões de sacas.

O câmbio também contribuiu para as perdas do mercado na ICE. O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,20%, a R$ 3,7468 na venda, com correção ante os últimos dias. A valorização da divisa ante o real tende a encorajar as exportações da commodity, em compensação os preços externos do grão tendem a recuar.

“O dólar caiu muito nos últimos dias, era natural uma correção, até pelos níveis de preços: 3,70 reais chama comprador”, disse para a agência de notícias Reuters um gestor de derivativos de uma corretora nacional.

Mercado interno

Os negócios no mercado brasileiro de café seguem bastante limitados com produtores ainda bastante focados nos trabalhos de colheita. Os preços no dia ficaram estáveis na maior parte das praças. “Com o avanço da atividade, as cotações internas e externas do grão estão em queda”, disse em nota o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 480,00 – estável. A maior variação no dia dentre as praças ocorreu em Lajinha (MG) com queda de 1,14% e saca a R$ 435,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca cotada a R$ 450,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças foi registrada em Poços de Caldas (MG) com queda de 1,32% e saca a R$ 448,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 443,00 e queda de 1,12%. A maior variação no dia ocorreu em Lajinha (MG) com queda de 2,35% e saca R$ 415,00.

Na quarta-feira (25), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 433,78 e queda de 0,16%.

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