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Cotações do arábica recuam pela sétima sessão seguida nesta 5ª em NY e renovam mínimas de 2013

por Notícias Agrícolas:

Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta quinta-feira (16) com queda de mais de 50 pontos. O mercado externo do grão chegou a oscilar dos dois lados da tabela, mas estendeu as perdas dos últimos dias ainda com forte pressão do câmbio. Essa é a sétima baixa seguida.

O vencimento setembro/18 encerrou a sessão com queda de 265 pontos, cotado a 102,40 cents/lb e o dezembro/18 registrou 106,00 cents/lb com recuo de 250 pontos. Já o março/18 anotou 111,65 cents/lb com desvalorização de 250 pontos e o maio/19, mais distante, teve baixa de 240 pontos, cotado a 111,65 cents/lb.

O mercado do café arábica caiu para nova mínima desde novembro de 2013 com importante pressão do câmbio. Segundo informações da Reuters internacional, o apetite por compras permaneceu fraco durante a sessão desta quinta com os torrefadores pelo mundo ainda com um bom estoque.

Depois de testar máxima de R$ 3,9267 na venda, o dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,12% e saca cotada a R$ 3,9052 na venda. O mercado da moeda trabalha com cautela diante da cena política local após maior alívio diante das tensões com China e Estados Unidos.

“Até que o tempo entre na equação, o mercado será levado pelo real. No momento, o real não está fazendo muita coisa”, disse Shawn Hackett, presidente da Hackett Financial Advisors. As apostas dos especuladores ainda estão fortemente baixistas para a commodity.

As oscilações cambiais impactam diretamente nas exportações do café e refletem nos preços externos e internos do grão. O Brasil é o maior produtor e exportador de café.

Diante dos fatores técnicos, o mercado não tem repercutido nas cotações informações fundamentais, mas acompanha atentamente. As chuvas acumuladas dos últimos em áreas produtoras de café do Brasil fizeram com que floradas precoces fossem registradas em lavouras das variedades arábica e conilon.

A consultoria Safras & Mercado divulgou nesta quinta-feira (16) que a colheita de café da safra 2018/19 do Brasil atingia 88% até o dia 14 de agosto. O avanço foi de pouco mais de cinco pontos percentuais de uma semana para a outra.

Mercado interno

Diante das quedas externas, os negócios no mercado físico de café seguem lentos. “Apesar de a liquidez seguir baixa, os avanços do dólar e das cotações externas do arábica impulsionaram os preços internos do arábica nos últimos dias, cenário que permitiu o fechamento de alguns negócios no spot”, disse o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 460,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Espírito Santo do Pinhal (SP) com queda de 2,17% e saca a R$ 450,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca cotada a R$ 440,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Poços de Caldas (MG) com baixa de 1,17% e saca a R$ 424,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Vitória (ES) com saca R$ 435,00 e alta de 2,35%. A maior oscilação no dia dentre as praças verificadas ocorreu em Vitória (ES) com baixa de 2,35% e saca a R$ 435,00.

Na quarta-feira (15), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 424,40 e queda de 0,41%.

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