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Crescimento das vendas de cápsulas de café desacelera no EUA

por CaféPoint:

As vendas de cápsulas de café nos Estados Unidos continuam crescendo, mas o ritmo desacelerará nos próximos anos à medida que a categoria, que está amadurecendo, entra em um período tumultuado com maior competição que poderá pressionar os preços e as margens, sugerem uma pesquisa de mercado.

“O café em porção individual continua tendo um papel cada vez maior nas vendas varejistas de café”, capturando 37,4% ou US$ 3,43 bilhões do total de US$ 9,17 bilhões das vendas varejistas de café nas 52 semanas até 12 de julho de 2015, de acordo com um relatório recente do Packaged Facts.

O autor do relatório, Kaleidoscope Research Consulting, previu que na primeira metade de 2015, as vendas de cápsulas de café teriam aumentado em 2,6% das vendas de café no varejo, o que foi estimado que teria alcançado US$ 40,9 bilhões. Entretanto, o crescimento de 18,4% com relação ao ano anterior nas vendas de cápsulas de café com relação a 2014 provavelmente não serão sustentadas nos próximos anos. Ao invés disso, as vendas devem aumentar em somente 16,2% em 2016, 14,5% em 2017 e 13,5% em 2018. Além disso, o relatório espera que as unidades vendidas cresçam mais rápido do que as vendas devido à compressão gradual dos preços.

A desaceleração nas vendas e a compressão nos preços nos próximos anos poderão ser atribuídas em parte à transição da Keurig Green Mountain para a plataforma Keurig 2.0, de acordo com o relatório. Esse tropeço por um importante player da categoria “resultou em um menor consumo de cafeteiras de porções individuais, que, por sua vez, prejudicaram as vendas café de porção individual”.

O lançamento também criou um ponto de apoio para outros fabricantes de cafeteiras para competir contra a Keurig, que realmente poderia aumentar as vendas unitárias aumentando a penetração nas casas, disse o Packaged Facts.

Embora a demanda provavelmente deva aumentar, um influxo mais amplo de marcas no espaço de porções individuais, junto com o impulso da Keurig no espaço de marcas privadas, aumentarão a diferença de preços entre as diferentes marcas e cápsulas de marcas privadas de supermercados, que, por sua vez, poderá reduzir todos os preços e pressionar as margens, alertou o relatório. No entanto, essa ameaça parece não ser tão grande quanto parecia à primeira vista, de acordo com o relatório.

“Com um custo por libra que permanece bem acima de outras categorias de café, os cafés em porção individual podem indiscutivelmente suportar um pouco uma pressão sobre os preços. De fato, o café em porção individual tem um preço no varejo por libra que é 4,5 vezes maior do que o preço do café moído e cerca de três vezes maior do que o grão de café inteiro. Então, embora o café em porção individual contribua somente com 12,9% do volume combinado de café moído, grãos inteiros, café instantâneo e cafés em porções individuais, gera 29,1% de unidades e 37,5% das vendas”.

Apesar da desaceleração prevista nas vendas, inovações no conteúdo das cápsulas, embalagem e público alvo ajudarão a manter as vendas com relação ao ano anterior em fortes duplos dígitos nos próximos anos.

“Existe oportunidade para atrair uma demografia mais diversa no setor de porções individuais, com bebidas de café que eles já usam”, incluindo mais sabores e marcas, de acordo com o Packaged Facts.

O relatório nota que atualmente as cápsulas de porção individual são voltadas para famílias brancas, com 27,7% de penetração, comparado com 23,6% da população total e somente 14,4% das famílias hispânicas.

“Até agora, as bebidas de porções individuais deixaram os consumidores hispânicos e latinos para trás – fornecendo pouco encorajamento a eles em se engajar com marcas de porções individuais”. Eles sugerem que migrar mais marcas favoritas dos hispânicos para cápsulas pode “incentivá-los a usar esse tipo de café de margem maior”.

Essas marcas incluem Nescafe Dolce Gusto, Café Pilon e Café Goya. O Café Bustelo é outro favorito e teve um sólido começo, com US$ 15,5 milhões em vendas anuais até 7 de julho de 2015. O relatório também afirma que os “asiáticos buscam bebidas de café expresso” e uma “variedade de sabores pode ser o caminho para as famílias negras”.

O desenvolvimento de cápsulas que não são de café, como de refrigerante, sopas, entre outros, também pode aumentar o apelo aos produtores de cafeteiras, que, por sua vez, poderá aumentar a penetração nas famílias e, provavelmente, as vendas de café, sugere o estudo.

Embalagens inovadoras que atendem às preocupações dos consumidores referentes aos dejetos gerados também podem ajudar a aumentar as vendas, sugere o Package Facts. Pesquisas mostram que 33% dos consumidores concordam fortemente que usariam mais café se essas fossem recicláveis. Várias empresas já estão lidando com essa questão, como Rogers Family Company San Francisco Bay Gourmet Coffee, East West Tea Company e Cameron’s Handcrafted Coffee.

As informações são do http://www.foodnavigator-usa.com / Tradução por Juliana Santin

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