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Em semana de estimativa de safra da Conab, Bolsa de Nova York cai e fica mais próxima de US$ 1,20/lb

por Notícias Agrícolas:

O mercado do café na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerrou a semana com queda acumulada de cerca 1% e os principais vencimentos ficaram mais próximos do patamar de US$ 1,20 por libra-peso. As cotações oscilaram nos últimos dias em ajustes técnicos, mas passaram a cair mais expressivamente ontem (18) após divulgação da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que apontou safra de até 58 milhões de sacas para o Brasil neste ano.

No mercado interno, os negócios com café continuam bastante lentos e os preços estão no patamar de R$ 450,00, em média, nos tipos mais negociados. (Veja mais informações abaixo)

Nesta sexta-feira, o contrato março/18 encerrou a sessão cotado a 121,25 cents/lb com alta de 15 pontos, o maio/17 registrou 123,70 cents/lb e avanço de 15 pontos. Já o contrato julho/18 registrou 126,10 cents/lb com 15 pontos de ganhos e o setembro/18 anotou 128,40 cents/lb com valorização de 15 pontos. O mercado oscilou dos dois lados da tabela e teve um dia de leva alta técnica, mas que não reverteu as perdas da semana.

Operadores no terminal externo seguiram nos últimos dias atentos às informações sobre a safra brasileira e viam com otimismo as melhores condições de produção. O dado da Conab foi uma confirmação do sentimento do mercado. Tanto que as cotações saíram de US$ 1,30 por libra-peso e chegaram a quase ficar abaixo de US$ 1,20/lb recentemente e depois tiveram reação técnica.

“Nova York ainda é principalmente em tendências para baixo. comerciantes Nova Iorque estão notando o bom tempo sendo relatado no Brasil e esperam outra safra. Estas ideias tem o apoio da CONAB como a estimativa foi maior do que o esperado pelo comércio e foi muito em linha com muitas estimativas privadas”, explicou em relatório o analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

Na quinta-feira, a Conab divulgou sua primeira estimativa para a safra 2018/19 do Brasil, apontando possibilidade de uma produção recorde entre 54,44 e 58,51 milhões de sacas de 60 kg. A autarquia atribuiu a alta produção à bienalidade positiva das lavouras e condições climáticas favoráveis para produção nos últimos meses. O levantamento foi realizado nas regiões produtoras no mês de dezembro.

Do total, a colheita de arábica deve ficar entre 41,74 e 44,55 milhões de sacas, com alta de 21,9 a 30,1% ante o período anterior. Já a de conilon parte de 12,7 a 13,96 milhões de sacas, superior ao último ano entre 18,4 e 30,2%.

Paralelamente, o CNC (Conselho Nacional do Café), em sondagem feita em cooperativas associadas, chegou a um número menor que os da Conab, com produção entre 50 e 52 milhões de sacas. A a variedade arábica responderia uma produção entre 38 e 39 milhões de sacas e a de conilon de 12 a 13 milhões de sacas.

“O Conselho Nacional do Café entende que este será um ano de safra cheia, proporcionado pela bienalidade positiva da maioria das lavouras de arábica, bem como pela recuperação das plantações de conilon após praticamente quatro anos de dificuldades em função de adversidades climáticas”, informou o CNC em seu balanço semanal.

Da safra passada, vendas ainda estão sendo realizadas. A consultoria Safras & Mercado divulgou durante a semana que a comercialização no Brasil estava em 71% até o dia 17 de janeiro. Já foram já foram vendidas 35,71 milhões de sacas. O ritmo nos negócios está atrasado em relação ao ano passado e avançou cinco pontos percentuais de um mês para o outro.

“Os baixos preços acabaram afastando os vendedores, e a nova queda agora em janeiro o frustrou ainda mais, já que estavam apostando na virada do ano para uma mudança no comportamento do mercado”, disse o analista da Safras & Mercado Gil Carlos Barabach.

Mercado interno

Os negócios com café seguiram lentos nas principais praças de comercialização do Brasil durante a semana e já avança a segunda quinzena de janeiro. Os preços estão na casa de R$ 450,00 a saca nos tipos mais negociados. O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP) destaca que os negócios devem ganhar mais ritmo nos próximos dias e que as condições climáticas favoreceram o melhor desenvolvimento das lavouras nos últimos meses e que isso tende a limitar alta nas cotações internas.

O tipo cereja descascado anotou maior variação na semana em Lajinha (MG) com queda de 6,25% (-R$ 30,00) no período e saca a R$ 450,00. A cidade com maior valor de negociação no período foi Espírito Santo do Pinhal com saca a R$ 490,00 – estável.

O tipo 4/5 registrou maior variação na semana em Franca (SP) com queda de 4,17% (-R$ 20,00) no período e saca a R$ 460,00. Foi a praça com com maior valor de negociação no período.

O tipo 6 duro teve maior variação na semana em Lajinha (MG) (R$ 440,00 a saca) e Patrocínio (MG) (R$ 440,00 a saca), ambas com queda de 2,22%. O maior valor de negociação na semana foi em Araguari (MG) com saca a R$ 455,00 e queda acumulada de 1,09% (-R$ 5,00).

Na quinta-feira (18), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 443,82 e queda de 0,33%.

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