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Em sessão de ajustes, Bolsa de Nova York interrompe ganhos das últimas duas sessões nesta 3ª feira

por Notícias Agrícolas:

Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam com baixa acima de 100 pontos nos principais vencimentos nesta terça-feira (15), após chegar a oscilar dos dois lados da tabela durante o pregão. Após as cotações oscilarem acima de US$ 1,25 por libra-peso, ajustes acabaram sendo realizados, o mercado também repercutiu o avanço do dólar ante o real.

Os lotes com vencimento para março/16 fecharam a sessão de hoje cotados a 124,10 cents/lb e o maio/16 registrou 125,70 cents/lb, ambos com recuo de 150 pontos. Já o contrato julho/16 encerrou a sessão com 127,50 cents/lb e o setembro/16 teve 129,10 cents/lb, os dois com 145 pontos de desvalorização.

Acompanhando as incertezas no cenário político brasileiro, o dólar comercial estende os ganhos do dia anterior. A notícia de que o ex-presidente Lula teria aceitado se tornar ministro poderia reduzir as chances de um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff, segundo operadores. Às 14h59, a moeda norte-americana subia 2,7%, a R$ 3,7511 na venda.

“O mercado recua à medida que o dólar se recupera em relação ao real. No entanto, as cotações também demonstraram fraqueza para ficar acima de US$ 1,25/lb, apesar de até testar o patamar de US$ 1,28/lb, afirma o analista da Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach.

Ainda de acordo com o analista, as cotações do arábica no terminal externo devem continuar sendo influenciadas pelo câmbio nas próximas sessões com a ausência de novidades fundamentais. Com o dólar mais valorizado em relação ao real, as exportações da commodity ganham competitividade.

Agências internacionais também reportam que o mercado repercute, em menor intensidade, as informações de que as chuvas excessivas no cinturão produtivo de arábica poderiam provocar doenças nas plantações e problemas de qualidade caso o tempo úmido persista até a colheita.

Na semana passada, com uma menor aversão ao risco nos mercados internacionais, quase todas as commodities agrícolas registraram ganhos. O vencimento referência do arábica na ICE, por exemplo, avançou quase 4% no período. Segundo o diretor de commodities do Banco Société Générale, Rodrigo Costa, os “ativos de risco voltaram a subir dando a impressão que a quedas das bolsas presenciadas até meados de fevereiro foram apenas pesadelos”.

 

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