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Exportadores da Colômbia pedem eliminação de restrições de envios

por CaféPoint:

O presidente da Associação Nacional de Exportadores de Café da Colômbia (Asoexport), Carlos Ignacio Rojas, disse que a Colômbia deveria liberar suas exportações de café para se converter em abastecedor de diferentes qualidades e abrir novos mercados. Com esta decisão, as receitas dos produtores e do país melhorariam.

O país também produz cafés de qualidades mais baixas, como semi-lavados, cujas exportações estão restritas. “Somos um dos países que mais têm restrições para exportações de café”.

“Com a liberação, poderíamos colocar no mercado o melhor preço de cafés que hoje simplesmente não estamos podendo exportar, abrir novos mercados que hoje não estão abertos e podemos oferecer a nossos compradores um portfólio de produtos para que somente negociem com a Colômbia”.

Há décadas, o Comitê Nacional de Cafeicultores, a máxima autoridade do setor, somente permite exportações de café arábica com o argumento de que a restrição permite manter um selo distintivo de qualidade ao café colombiano nos mercados internacionais, pelos quais os compradores pagam um preço premium.

Fontes da Federação Nacional de Cafeicultores disseram que é pouco provável que se elimine essa restrição como pedem os exportadores privados, que respondem por mais de 60% das vendas externas de café. Porém, Rojas disse que eliminar essa restrição não se traduziria em baixar a qualidade do café nem em um não cumprimento das medidas fitossanitárias.

A Colômbia registrou em 2014 uma produção de 12,1 milhões de sacas de 60 quilos, recuperando seus níveis históricos depois de quatro anos não cumprindo sua meta por causa das fortes chuvas e de um programa de renovação dos cafezais.

O país sul-americano, terceiro produtor mundial depois do Brasil e do Vietnã, tem atualmente 960.000 hectares cultivados com café. Rojas garantiu que a Colômbia pode aumentar sua produção sem provocar uma queda dos preços.

A Colômbia espera para 2015 uma colheita de 12,5 milhões a 13 milhões de sacas de 60 quilos. Das 10,9 milhões de sacas exportadas pelo país no ano passado, 35% foram diferenciados ou especiais, pelo que Rojas admitiu que há espaço para crescer nesse setor. “Sim, há espaço para crescer, mas não se pode chegar a 100%. Até onde chegaremos? Depende do gosto do consumidor”.

A reportagem é da Reuters / Tradução por Juliana Santin

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