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Ganhos na semana somaram 345 pontos

por Carvalhaes:

Na semana, até quinta-feira, os contratos futuros de café na ICE Futures US trabalharam em forte alta, subindo 805 pontos. Já na sexta-feira recuaram em um movimento de realização de lucros. Os contratos com vencimento em setembro próximo perderam 460 pontos nesta sexta-feira e os ganhos acumulados na semana ficaram em 345 pontos.

O físico brasileiro apresentou-se firme e comprador para todos os lotes oferecidos no mercado. Os negócios fechados só não foram em maior número devido à resistência dos produtores em vender nos preços ofertados pelos compradores.

É grande a procura por lotes de arábica que possam abastecer o consumo interno, em substituição ao conilon que com a quebra da safra no Espírito Santo e sul da Bahia é pouco para as necessidades brasileiras e está cotado ao redor de 400 reais por saca.

As chuvas do final de maio e início de junho atrasaram os trabalhos de colheita da nova safra 2016 de arábica e só agora a entrada de café nos armazéns está se normalizando. Os cafeicultores mostram preocupação com as possíveis ondas de frio neste inverno e com as mudanças climáticas, que trouxeram severos períodos de seca no verão dos dois últimos anos, 2014 e 2015. Sem estoques, só contam com a safra que estão colhendo e assim negociam com cautela, vendendo apenas o necessário para cobrir as despesas mais próximas.

O Brasil embarcou 2 381 692 sacas em junho último, fechando o ano-safra 2015/2016 com 35 418 301 sacas exportadas, o segundo melhor resultado de nossa história, perdendo apenas para o ano-safra anterior, 2014/2015, quando estabelecemos nosso recorde, colocando a bordo 36 573 676 sacas de 60 kgs. Em 2013/2014 foram 34 136 379 sacas e fica claro, que com o aumento de consumo em todo mundo, estamos em um novo patamar de exportação.

O excelente desempenho de nossas exportações nos últimos três anos safra, mais o crescimento constante de nosso consumo interno, claramente acima dos 20 milhões de sacas por ano, ao mesmo tempo em que nossas lavouras enfrentaram problemas com secas em 2014 e 2015, explicam o esgotamento de nossos estoques privados e governamentais. Esta semana, o ministro da Agricultura acertou com as lideranças dos diversos setores de nosso agronegócio o leilão, no segundo semestre deste ano, das últimas 1,5 milhão de sacas dos estoques governamentais, para ajudar no abastecimento de nosso consumo interno. Dará para quase um mês de consumo brasileiro…

Com a quebra da safra brasileira de conilon, nossa produção de café 2016/2017 deve no máximo chegar aos 50 milhões de sacas para uma necessidade de aproximadamente 55 milhões. Com estoques remanescentes se esgotando, já se nota um início de disputa entre consumo interno e exportação. Na próxima safra 2017/2018, por ser ano de ciclo baixo, a produção de arábica tende a ser menor que a deste ano. É um quadro que nunca enfrentamos.

A “Green Coffee Association” divulgou que os estoques americanos de café verde totalizaram 6.210.612 em 30 de junho de 2016. Alta de 126.424 sacas em relação as 6.084.188 sacas existentes em 30 de maio de 2016.

O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de junho foram embarcadas 2.381.692 sacas de 60 kg de café aproximadamente 11% (291.649 sacas) menos que no mesmo mês de 2015 e 6% (139.889 sacas) menos que no último mês de maio. Foram 1.984.984 sacas de café arábica e 83.303 sacas de café conilon, totalizando 2.068.287 sacas de café verde, que somadas a 310.969 sacas de solúvel e 2.436 sacas de torrado, totalizaram 2.381.692 sacas de café embarcadas.

Até dia 14, os embarques de julho estavam em 381.614 sacas de café arábica, 24.665 sacas de café conilon, mais 36.050 sacas de café solúvel, totalizando 442.329 sacas embarcadas, contra 588.091 sacas no mesmo dia junho. Até o mesmo dia 14, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em julho totalizavam 875.945 sacas, contra 959.319 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 8, sexta-feira, até o fechamento de sexta-feira, dia 15, subiu nos contratos para entrega em setembro próximo 345 pontos ou US$ 4,56 (R$ 14,88) por saca. Em reais, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 8 a R$ 627,12 por saca, e dia 15, a R$ 637,06 por saca. Na sexta-feira, nos contratos para entrega setembro a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 460 pontos.

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