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Mercado físico brasileiro os compradores continuaram interessados nos lotes à venda e as ofertas melhoraram acompanhando a ICE

por Carvalhaes:

Na quinta-feira, no início da manhã, o afastamento da presidente Dilma Rousseff, por até 180 dias, foi aprovado no Senado Federal por 55 votos a favor e 22 contra. Ainda na quinta, no final da tarde, assumiu a chefia do Executivo seu substituto constitucional, o vice-presidente Michel Temer, que imediatamente anunciou o novo ministério e o que pretende fazer para superar os imensos problemas fiscais e econômicos, a inflação que está em dois dígitos e o desemprego que atinge 11 milhões de pessoas economicamente ativas. Temos um novo ministro da agricultura e nos próximos dias veremos quais serão os planos para o agronegócio.

Os desafios são enormes e os agentes econômicos observam e analisam as medidas que estão sendo anunciadas, para então se posicionarem. A cotação do dólar frente ao real continuou em grandes oscilações e, como não podia deixar de ser, foram poucos os negócios no mercado de café.

Os contratos de café com vencimento em julho próximo na ICE Futures US em Nova Iorque acumularam alta de 560 pontos na semana e o dólar fecha o período com ligeiros ganhos. No físico brasileiro os compradores continuaram interessados nos lotes à venda e as ofertas melhoraram acompanhando a ICE, mas continuaram abaixo dos valores pretendidos pelos cafeicultores que ainda têm lotes de arábica da safra 2015.

O volume de café em mãos de produtores é pequeno, mas infelizmente a CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento ainda não divulgou seu tradicional levantamento dos estoques privados brasileiros de café no final do mês de março, o que já deveria ter acontecido. Essa falha prejudica enormemente o cafeicultor brasileiro, pois é de grande importância na formação dos preços no mercado físico, tanto para os últimos lotes da safra corrente quanto para os primeiros da nova safra 2016. Quando esse número for divulgado, certamente confirmará a impressão dos operadores, de que são os menores em muitas dezenas de anos.

As exportações brasileiras de café no último mês de abril apontam nessa direção. Os números foram divulgados esta semana pelo CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil e apresentaram significativa queda em relação ao mês anterior, março, e ao mês de abril de 2015. Totalizaram 2,4 milhões de sacas. Caíram 25%, 800 mil sacas, em relação ao mesmo mês de 2015 e 22%, 688 mil sacas, em relação ao mês anterior, março.

O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de abril foram embarcadas 2.406.168 sacas de 60 kg de café aproximadamente 25% (800.386 sacas) menos que no mesmo mês de 2015 e 22% (687.752 sacas) menos que no último mês de março. Foram 2.090.714 sacas de café arábica e 59.214 sacas de café conillon, totalizando 2.149.928 sacas de café verde, que somadas a 256.240 sacas de solúvel e 1.411 sacas de torrado, totalizaram 2.406.240 sacas de café embarcadas.

Até dia 9, os embarques de maio estavam em 425.301 sacas de café arábica, 5.195 sacas de café conillon, mais 47.727 sacas de café solúvel, totalizando 478.223 sacas embarcadas, contra 741.752 sacas no mesmo dia abril. Até o mesmo dia 9, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 623.681 sacas, contra 1.128.442 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 6, sexta-feira, até o fechamento de sexta-feira, dia 13, subiu nos contratos para entrega em julho próximo 560 pontos ou US$ 7,41 (R$ 26,02) por saca. Em reais, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 06 a R$ 576,57 por saca, e do dia 13, a R$ 604,40 por saca. Na sexta-feira, nos contratos para entrega julho a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 5 pontos.

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