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Mercado sem grandes movimentações nesta semana
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Mercado sem grandes movimentações nesta semana
por Carvalhaes:
O mercado de café no Brasil, que tem se apresentado calmo e com baixo volume de negócios fechados nos últimos meses, praticamente não trabalhou esta semana. Na segunda-feira, dia 4, feriado do dia do trabalho nos EUA, a bolsa de Nova Iorque não operou. Amanhã quinta-feira, dia 7 de setembro, temos o feriado nacional em comemoração ao dia da Independência e na sexta-feira, dia 8, teremos um feriado municipal em Santos, principal porto exportador de café do Brasil.
Entramos em setembro e o mercado físico brasileiro continua apresentando poucos vendedores e um volume de negócios fechados medíocre para esta época do ano, quando os embarques brasileiros de café precisam crescer significativamente para abastecerem os países consumidores do hemisfério norte antes da chegada dos meses de inverno, época de maior consumo.
Os compradores reclamam da pouca oferta e da recusa dos produtores em vender volumes maiores nas bases de preços praticadas atualmente. Os cafeicultores reclamam dos preços oferecidos, dizendo que eles não cobrem os investimentos, riscos climáticos, e crescente custo de produção, com defensivos e demais insumos cada vez mais caros devido às exigências crescentes dos mercados consumidores.
Exigem cada vez mais certificações, qualidade de bebida, ausência de traços de defensivos e fertizantes, boa apresentação, uniformidade de cor, grande porcentagem de peneiras altas, ausência de brocas, de fungos, umidade bem controlada, tudo isso produzido com respeito ao meio ambiente e às leis trabalhistas.
Logicamente, os cafeicultores depois de produzirem atendendo todas essas exigências, enfrentando riscos climáticos e o aparecimento de surtos de pragas devido ao fato de não poderem usar os defensivos mais eficientes, têm de se conformar em vender nos preços formados em uma bolsa com operadores interessados em ganhos especulativos de curto prazo.
O café como produto passa pela melhor fase de sua história, com o consumo crescendo ano após ano e agregando novos jovens consumidores ao redor do mundo. A Ásia desponta como um mercado crescente e promissor. Já os cafeicultores, fonte primária para a geração de toda essa riqueza, são sufocados pela força e interesses de curto prazo de grandes tradings e fundos internacionais que se consolidaram neste início do século 21. A ICE continua sendo a base para a formação de preços para o mercado físico, mas os fundamentos influenciam pouco as cotações em Nova Iorque, dominadas por grandes operadores e seus, a cada dia mais sofisticados, programas lastreados em algoritmos.
Até dia 5, os embarques de setembro estavam em 101.533 sacas de café arábica, mais 5.346 sacas de café solúvel, totalizando 106.879 sacas embarcadas, contra 146.864 sacas no mesmo dia de agosto. Até o mesmo dia 5, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em setembro totalizavam 302.880 sacas, contra 281.577 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 1, sexta-feira, até o fechamento de quarta-feira, dia 6, caiu nos contratos para entrega em dezembro próximo 115 pontos ou US$ 1,52 (R$ 4,72) por saca. Em reais, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam no dia 1 a R$ 536,53 por saca, e dia 6, a R$ 524,82 por saca. Na, quarta-feira, dia 6, nos contratos para entrega em dezembro a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 5 pontos.
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