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Mercado tem semana de forte queda no Brasil e em NY

por Notícias Agrícolas:

O mercado do café arábica fecha esta semana de forma negativa tanto no físico, como em Nova York. Nesta sexta-feira (22), as cotações na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) estenderam ainda mais as perdas dos últimos dias. Essa é a quarta sessão consecutiva de queda no terminal norte-americano, ontem os futuros chegaram aos patamares mais baixos desde 31 de janeiro de 2014.

O vencimento julho/15 encerrou o pregão de hoje com 126,95 cents/lb e baixa de 150 pontos. Já o contrato setembro/15 registrou 129,80 cents/lb, o dezembro/15 teve 133,65 cents/lb e o março/16 fechou o dia com 137,35 cents/lb, ambos os vencimentos com queda de 145 pontos.

Segundo o analista de mercado João Santaella, as cotações caíram hoje com novas vendas especulativas. Pela manhã, o mercado até chegou a registrar alta com recompras após a forte batida de ontem, mas não teve forças e voltou a operar no campo negativo.

Para analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, a baixa na Bolsa não deve repercutir nos próximos dias. “A sensação que pairou no final dos trabalhos era de que as batidas já tinham passado e muito do limite do razoável e assim, ficou o sentimento de que para a semana vindoura recompras poderão ser vistas”, afirma.

O dólar também acabou pressionando os futuros nesta sexta-feira, à medida que encoraja as exportações de café. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 3,0951 com alta de 1,73%.

Vários fatores, principalmente, técnicos determinaram a baixa nesta semana nas cotações do café arábica em Nova York. E os preços nas praças de comercialização do Brasil acompanharam.

Ontem pesou muito a divulgação da trading suíça Volcafe, divisão da ED&F Man, que elevou sua previsão para a produção global de café em 2015/16 para 154,5 milhões de sacas devido a uma melhoria na previsão para o Brasil e outros produtores. Espera-se que a colheita de café do nosso país seja de cerca de 52 milhões de sacas de 60 kg, 35,5 milhões de arábica e 16,5 milhões de café conilon.

O começo da colheita em algumas localidades do Brasil também é apontado como fator sazonal de pressão por agências internacionais. Na maior cooperativa de café do Brasil, a Cooxupé, no Sul de Minas Gerais, a colheita já começou, mas deve se intensificar mesmo em junho.

Segundo o presidente da instituição, Carlos Paulino da Costa, em entrevista ao Notícias Agrícolas na quarta-feira, espera-se que a produção neste ano seja de 4,6 milhões de sacas de 60 kg. O número é um pouco maior que no ano passado por conta do aumento no número de cooperados e não da produção.

Mercado interno

No Brasil, a semana foi mais marcada pelos preparativos e atenção da colheita e às entregas de grãos negociados antecipadamente desta safra. No mais, os produtores seguem retraídos do mercado e desta forma poucos negócios são fechados.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação na cidade de Espírito Santo do Pinhal-SP com saca cotada a R$ 500,00 – estável. A maior variação no dia foi na cidade de Franca-SP com queda de 7,84%. (Veja o gráfico com a variação semanal para o tipo abaixo):

café 1

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé-MG com R$ 480,00 – estável. A oscilação mais expressiva foi em Varginha-MG com recuo de 5,62% e saca cotada a R$ 420,00. (Veja o gráfico com a variação semanal para o tipo abaixo):

café 2

O tipo 6 duro teve maior valor na cidade de Araguarí-MG com R$ 470,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia foi em Varginha-MG com baixa de 5,68% e saca valendo R$ 415,00. (Veja o gráfico com a variação semanal para o tipo abaixo):

café 3

Na quinta-feira (22), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou desvalorização de 2,84% e a saca de 60 kg está cotada a R$ 415,64.

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