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Nassar: há atraso razoável no Funcafé, cujos contratos foram assinados só agora

por Agência Estado:

O Ministério da Agricultura pode tomar medidas para que os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), no próximo ano, sejam liberados para os bancos mais rapidamente. O secretário de Política Agrícola da pasta, André Nassar (foto à esq.: CNC/Paula Emilyn), admitiu que esses contratos foram assinados com algum atraso em 2015. O ideal, na avaliação dele, deveria ter essa contratação junto com o anúncio do Plano Safra. Nassar participa de uma audiência pública na Câmara dos Deputados que debate a importação de café verde e um projeto de lei que institui a Política de Estímulo ao Café de Qualidade.

O secretário ponderou que o trabalho da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, tem sido abrir mercados para os produtos brasileiros e, nesse processo, é preciso também abrir o mercado nacional para os outros países. No caso do café, segundo ele, não há qualquer negociação em andamento. Ele ponderou, no entanto, que o caso do café importado do Peru, que havia sido autorizado no início do ano e depois impedido em função de queixas do setor, se inseriu nesse processo de abertura de mercado e de contrapartidas dadas pelo Brasil para parceiros comerciais.

“Não vejo importação de café como um grande problema econômico para os produtores”, afirmou o secretário. “Não fazemos nada sem ouvir o setor produtivo. Essas coisas precisam ser conversadas em um fórum em que o governo ouve todas as partes”, explicou. Segundo ele, nas tratativas para abertura de mercados, o que tem se tornado dificuldade para a pasta são os pedidos antigos de abertura de mercado, principalmente por requerimentos sanitários. Ele observou que apesar de alguma dificuldade, a ministra mandou dar prioridade a esses pedidos para tentar agilizar essas aberturas.

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