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Produtores da Colômbia pedem medidas para lidar com queda de preço do café

POR EQUIPE CAFÉPOINT:

Diante da queda recente do preço internacional do café na Bolsa de Nova York para menos de US$ 1 por libra, o Comitê Diretor da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (FNC) pede ao governo nacional e insiste que a indústria global adote medidas urgentes em favor dos cafeicultores colombianos e das 25 milhões de famílias produtoras que vivem do grão no mundo.

Ao Governo Nacional, o Comitê solicita que trabalhe imediatamente com a Federação para encontrar soluções estruturais para a difícil situação dos cafeicultores no país, o que impacta diretamente a economia nacional e as condições sociais de mais de 500 mil famílias cafeeiras e mais de 3,5 milhões de pessoas que vivem do café.

Os cafeicultores colombianos expressam sua preocupação com os baixos preços que estão recebendo, principalmente quando foram colhidos 45% da safra nacional no primeiro semestre do ano.

Os membros do Comitê, representantes de cafeicultores de todo o país, pedem ao Governo apoio no preço e incentivo à renovação dos cafezais, além de buscar alternativas no tema da adubação, atividade chave para manter as lavouras de café saudáveis e produtivas.

Da mesma forma, os cafeicultores afirmam que a situação atual os coloca contra o muro para cumprir as obrigações de crédito vigentes, bem como para a compra de fertilizantes, insumo cujo valor vem crescendo.

O Comitê Diretor da FNC insistiu na necessidade de um compromisso real por parte de todos os atores da cadeia para participar com equidade e responsabilidade conjunta na determinação de um preço de referência, que responda aos custos de produção e ao trabalho árduo e dedicação dos produtores de café, hoje o elo mais frágil da cadeia.

Em questões internacionais, e com a liderança renovada que a caracteriza, a FNC continuará enfatizando a necessidade de maior comprometimento da indústria para uma melhor renda para os produtores, já que é a única coisa que garante a continuidade do fornecimento de grãos e sustentabilidade da indústria como um todo.

Os cafeicultores agradecem ao governo do presidente Ivan Duque por colocar as preocupações do setor na agenda internacional do país.

No próximo mês, o Gerente Geral da FNC e representantes dos cafeicultores participarão da reunião do Conselho Anual da Organização Internacional do Café (OIC) e aproveitarão esse cenário para ressaltar mais uma vez a indolência da indústria com os produtores de café. café do mundo.

Evolução do preço internacional e doméstico

O preço de referência internacional para cafés suaves (Contrato C) completa 27 meses caindo sistematicamente, passando de 160 centavos de dólar por libra em novembro de 2016 para um dólar em 19 de fevereiro de 2019.

– Essa situação se intensificou desde setembro de 2018, com uma queda de 26% em relação a setembro de 2017, registrando uma média de 98 centavos de dólar por libra e um mínimo de 92. Desde agosto de 2006, o contrato C não caía abaixo de US$ 1 por libra.

– O preço de compra da base doméstica (composto pelo preço do Contrato C, o diferencial de qualidade e a taxa de câmbio) caiu 4,2% no primeiro bimestre do ano e 16% nos últimos dois anos. Isso significa que os produtores receberam em média cerca de 163 mil pesos (US$ 52,2) por carga a menos, passando de 859 mil pesos (US$ 275,12) em fevereiro de 2017 para 696 mil pesos (US$ 222,91) em 19 de fevereiro de 2019.

– Como resultado da queda do preço doméstico do café, até 2018 os cafeicultores deixaram de receber cerca de 1,3 bilhão de pesos (US$ 416.364), em comparação com o valor registrado em 2017, de 7,5 bilhões de pesos (US$ 2,4 milhões), o que tem impacto econômico negativo nas regiões cafeeiras e para o país como um todo.

A taxa de câmbio amorteceu a queda do preço externo do café, evitando que seu impacto no preço doméstico seja muito maior. No entanto, a volatilidade dessa variável e sua estreita correlação com o comportamento do preço do petróleo é uma fonte de instabilidade para a renda do café. A Federação e seus representantes sindicais continuarão trabalhando pelo bem-estar dos cafeicultores.

As informações são da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia / Tradução Juliana Santin

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