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Uruguaios consomem três vezes mais café do que chá

por CaféPoint:

De acordo com dados da analista de mercado Euromonitor International, no continente americano existem apenas dois países onde os consumidores preferem chá do que café: Chile e Bolívia.

No caso do Uruguai, o mate, que é a bebida quente mais consumida, não foi considerado no estudo. Os uruguaios tomam três vezes mais café do que chá. Em 2014, o consumo de café per capita foi de 239 xícaras por ano, enquanto que o de chá foi de 79 xicaras anuais per capita.

A sofisticação, através dos sabores, inovação e especialização, tem impulsionado o crescimento no Uruguai.

A opção de café instantâneo com sabores, principalmente da Nestlé, e o lançamento das cápsulas de café, contribuíram para o bom rendimento geral do volume de vendas de café.

As cápsulas estão mostrando as taxas de crescimento mais rápidas e o crescimento do café instantâneo tem sido significantemente melhor do que o de café fresco, principalmente devido às novas variedades de sabor das várias marcas que têm revitalizado o setor.

No Uruguai, foram abertas várias lojas focadas no café, a maioria das quais se encontram em shoppings e bairros de famílias de média e alta renda.

Em 2009, foram consumidas 1825 toneladas de café e em 2014, 2275, ou seja, o aumento foi de 24,7%, o que equivale a US$ 77,5 milhões. No entanto, o consumo de chá diminuiu em 9% durante o mesmo período, passando de 430 toneladas anuais para 391.

O estudo indica que os segmentos de chá de ervas, vermelho e verde são claramente percebidos como bebidas funcionais para a saúde, especialmente no caso das variedades de ervas. As empresas estão comercializando opções com mais sabores e que são mais caras que a maioria das opções de chá preto que se encontram disponíveis.

A última pesquisa mostra que a região apresenta diferenças significativas por país quando se trata de hábitos de consumo, sabores, ofertas e presença de marcas internacionais, convertendo-o em um mercado atrativo para os fabricantes. A chave do sucesso é entender as muitas diferenças entre os países e responder com produtos que alcancem aos diversos consumidores e ao longo da região.

Na Argentina, o café instantâneo tem mostrado um crescimento imbatível em seu volume de vendas, de 8% em 2013 e 5% em 2014, principalmente porque os grupos sociais de baixa e média renda estão demandando opções de café de menor preço.

O crescente número de opções também tem ajudado a categoria a ganhar novos consumidores à medida que os produtores se voltam mais ao mercado “gourmet” e os consumidores estão mais dispostos a provar novas opções. Os dois principais impulsionadores têm feito com que os consumidores prestem mais atenção ao hábito de tomar café em suas casas. Primeiro são os benefícios para a saúde do consumo regular de café, com melhora na concentração e pelos antioxidantes presentes na bebida; e segundo, a contínua inflação de dois dígitos na economia durante os últimos dois anos, levando os consumidores a reduzir seus gastos em cafés em restaurantes e a começar a comprar opções de café para consumir em casa.

Os preços acessíveis colocaram as máquinas sob o foco de atenção no Brasil. O “pausa para um café” é uma das culturas sociais mais fortes no Brasil e desde o lançamento da máquina Nespresso e das cápsulas no mercado, tem havido uma revolução, já que seu posicionamento quanto ao preço sempre tem sido alto, especialmente no Brasil onde as tarifas e impostos de importação são elevados. Isso tem aberto espaço para variedades como Nestlé Dulce Gusto e, mais recentemente, Senseo, L’Or e Três Corações.

Na Bolívia, o café instantâneo continuou em alta em 2014. Os consumidores com estilos de vida mais ocupados buscam produtos que sejam acessíveis e fáceis de preparar. As empresas locais de café responderam com ofertas de café instantâneo. Por exemplo, em 2014, a empresa de alimentos líder local, Pil Andina SA, lançou sua própria linha de café instantâneo. Além disso, outras empresas estão apoiando o posicionamento de suas marcas de café 3 em 1 e 2 em 1. Os consumidores estão escolhendo esses produtos agora porque têm os meios para pagá-los.

A reportagem é do El Observador / Tradução pro Juliana Santin

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